quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

BBB 12: ESTUPRO, SEXO E BEBIDA

O tema do dia em quase todos os jornais.
Um dos grandes feitos dos reformadores, as vozes que romperam com a hegemonia da igreja católica, foi traduzir a bíblia para as línguas nacionais, creditando ao povo a possibilidade de interpretar os textos sagrados. Pois bem, isso provocou uma revolução. Revolução é um fato que não só altera o curso da história, como funda-se na ação do povo. É o que a internet tem possibilitado, pequenas revoluções, às vezes quase insignificantes, mas revoluções. Não há outra forma de entender o duro golpe que a Rede Globo está sofrendo com o bombardeio dos internautas, a consciência que os editores do BBB12 não tiveram.

Só fiquei sabendo do fato hoje. As cenas não deixam dúvida. A vítima apagou e o estuprador aproveitou a ocasião. São cenas, do ponto de vista moral, chocantes. Isso parece ter despertado os mesmos dementes que consomem os produtos "Globo Marcas", incluindo aí o próprio BBB12. Mas, por incrível que pareça, não chocou o apresentador Pedro Bial, ou o diretor do prorama. Crianças, adolescentes, adultos; a Rede Globo considerou normal que uma pessoa fosse estuprada diante de milhões de telespectadores!

A Rede Globo julgou normal, e moral. Mas, centenas de pessoas, internautas, não consideraram. Então, considerando a história da Rede Globo, e poder que ela exerce sobre o povo brasileiro, acredito que estamos à caminho de uma revolucãozinha.

A Globo não tem responsabilidade social. Apoiar o programa, como o fazem várias empresas, é também concordar com a irresponsabilidade social. O que a Globo tem feito é incentivar o abuso de bebida alcólica, o sexo irresponsável e, dessa feita, o abuso às regras de convivência que a sociedade moderna chama de Lei.

Infelizmente, corre-se o risco de nada acontecer. O senhor Ricardo Teixeira, uma das relações obscuras da empresa, já disse que, no Brasil, se não passar no "Jornal Nacional", não é notícia. Bom, então, fica tudo meio indefinido porque acho que o Jornal Nacional pode até tentar justificar, mas não vai explicar.