sábado, 6 de julho de 2013

CONCURSO PARA PROFESSORES: QUASE 60 MIL VAGAS EM SÃO PAULO

Os que vão atender o chamado e ingressar no magistério público de São Paulo, precisam saber no que estão se metendo. Primeiro, vão precisar de capacete, colete e todo tipo de proteção que os reguarde da violência juvenil que, descontam nos professores o que não podem fazer com o Estado ou com a família. Depois, precisam abrir mão de qualquer perspectiva de vida social, posto que para ganhar mais vai ser necessário tornar-se escravo. Por fim, precisa saber como o governo do PSDB trata a educação: com fuzil, pistola e algemas. 

O que se tem noticiado na mídia é o que segue: 

SEE-SP (Secretaria de Estado da Educação de São Paulo) anunciou diversas medidas relacionadas à contratação de professores. Entre elas, a abertura de concurso, ainda neste semestre, para contratar 59 mil docentes — o maior da história, segundo o governo. Destas, 20 mil vagas estão prometidas já para 2014.

Também foram anunciadas mudanças para quem já está na rede. Os 181,5 mil professores efetivos e estáveis poderão acumular o cargo com a contratação temporária e substituir outro professor em horário distinto de sua jornada. Será possível aumentar a carga horária de 40 para 65 horas semanais. Hoje, o piso do docente com 40 horas é de R$ 2.257,84. Com a jornada extra de 25 horas, o salário poderá aumentar em R$ 1.411,15, somando R$ 3.668,99. As regras da jornada serão regulamentadas.

Outra mudança diz respeito ao curso de formação, obrigatório para os concursados, que será ministrado simultaneamente ao estágio probatório. Antes, estas fases aconteciam em momentos distintos. Mas como o aluno já estará recebendo salário, a bolsa-auxílio que era paga durante o curso deverá ser extinta. Segundo a SEE, haverá nova regulamentação para o curso de formação.
Os novos ingressantes, porém, não precisarão mais cumprir os três anos de estágio probatório para participarem do processo de remoção.


A secretaria anunciou a nomeação de 973 agentes de organização escolar, a criação de 127 cargos de oficial administrativo e 87 de executivo público. Em nota, a Apeoesp (sindicato dos professores) comemorou as medidas, mas ressaltou que somente a realização dos concursos não garante o preenchimento das vagas oferecidas, já que os salários são baixos e as condições de trabalho, precárias.