sábado, 3 de agosto de 2013

CADÊ O AMARILDO?

Tenho acompanhado na mídia a inquietação do Brasil com o caso do pedreiro pai de 6 filhos, vítima mais recente da polícia militar do Rio de Janeiro. Daí, do alto da minha indignação, resolvi escrever esse texto para tornar público o desapontamento com essa sociedade que não consegue entender que a nossa polícia não é aparelho de Estado, não no sentido moderno que atribuímos ao Estado.

Eles mataram o pedreiro, pai de 6 filhos e trabalhador porque nada disso importava. Havia um crime. Na verdade, um crime capital. O cara era preto, pobre e favelado. Há crime maior no Brasil? Não há.

Ouvi, por ocasião do lançamento do filme "tropa de elite", o primeiro que era típico da mentalidade brasileira, onde faltava o entendimento da realidade com que fizeram o segundo, um trecho de música que ficou muito popular: "tropa de elite qual é sua missão/entrar pela favela e deixar corpos no chão". E porque? Simples, lá na favela, naquele espaço miserável moram pretos, e pobres que estão favelados.

Agora, todos sabem quem eram os policiais daquele dia na UPP. A mídia sabe quem foram os PMS que levaram o Amarildo. E que dia apareceu a imagem deles na imprensa? E se fosse o contrário? E se fosse um pobre qualquer?  E se não fosse a máquina de matar utilizada por esse Estado do Cabral, o malandrão?