terça-feira, 6 de setembro de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO: DA GLOBO, DO RICARDO TEIXEIRA, OU DO AMANTE DE FUTEBOL?

Não sou um esportista, mas sou apaixonado por futebol. Às vezes, nas raras peladas em que me meto, imagino um passe genial, uma cabeçada certeira no gol, um chute de craque e outras artes para as quais ainda não me qualifiquei e que, penso, a urgência do tempo e degradação do corpo não me permitirão mais tal preparo. Se não sou o craque que gostaria de ser, é com paixão que vejo os craques do meu mengão, ou do meu dragão (Atlético Goianiense) jogarem. Mas, sobretudo nas rodadas do meio de semana me vem o questioamento sobre o horário dos jogos.

Quando ainda era inocente (e são inocentes todos aqueles que desconhecem esse tipo de resposta) não entendia porque os torcedores eram obrigados a irem aos estádios para verem jogos que começavam 22h e acabavam depois da meio-noite. O que acontecia, os jogos das rodadas de meio de semana seriam para desocupados? De outro modo, como entender que alguém submetesse um trabalhador a chegar em casa, no meio de semana, de madrugada, tendo que acordar cedo para trabalhar? Não estaria em jogo, nesse caso, a saúde do trabalhor, o progresso do país e o amor pelo futebol?
Mas logo descobri que os jogos no Brasil, as principais partidas de futebol, não atendem o interesse do torcedor,  mas da Rede Globo que, em compadrio com o senhor Ricardo Teixeira, fazem o que bem entendem à revelia do torcedor, que banca toda essa palhaçada.

Recentemente ouvi na CBN Goiânia uma pessoa ligada àquela rádio delcarando que havia intercedido junto a um responsável da Globo para que se fizessem alterações nos horários das partidas das quartas-feiras. E aí eu fiquei enojado. Já sabia a muito tempo que era do contrato de transmissão que se tratava todo esse incômodo que desrespeita o torcedor. Mas ouvir assim tão descarado foi a primeira vez. Para quem não sabe a CBN é um sistema de rádio ligado à Globo, então não se tratava de qualquer tipo de afirmação, mas de fala oficializada.

Então, ante esse quadro, não tenho a menor dúvida, o futebol brasileiro não acontece tendo o torcedor como referência, mas as relações (obscuras) entre a Rede Globo, Ricardo Teixeira e os presidentes dos clubes. O povo brasileiro, como sempre acontece, é apenas uma massa informe e incolor que, para essas pessoas que mandam no futebol brasileiro, passam sempre à margem.