quarta-feira, 20 de novembro de 2013

CABO HÉLIO: UM POLICIAL CIDADÃO NA PM DO PARÁ

Conheci o Cabo Hélio no final da década de 1990 quando, seminarista da Diocese de Conceição do Araguaia, estudava filosofia no IPAR, em Belém. Foi através do Milenildo, um seminarista da região do Tapajós, cujo pai falecido havia sido PM, que ouvi falar do Cabo Hélio. Naquele momento, no entanto, a sociedade paraense também conhecia esse policial que, pondo seu emprego em risco, fez greve de fome para defender a sua classe. Foi expulso da corporação exatamente por ser cidadão.  

Dez anos depois conseguiu ser reintegrado, e continuou militando em favor de melhores condições de vida para os policiais militares do Pará.

No dia 07/11, já com a patente de sargento, Antônio Hélio Pereira Borges, o conhecido Cabo Hélio, ao tentar impedir a fuga de bandidos que haviam cometido um assalto no centro de Belém, foi baleado no pescoço. A sua esposa, também alvejada pelos criminosos morreu no local. O sargento, levado ao hospital em estado grave, teve óbito declarado no último dois dias depois, em 09/11.


Eu, depois de tantos anos que deixei Belém, e já morando há algum tempo em Uruaçu-GO, fiquei triste em saber dessa tragédia pelo noticiário. A polícia militar costuma ser muito criticada, inclusive por mim. No entanto, o cabo Hélio era um desses caras que inspiram o bem e que, acima de tudo, era um cidadão. Tenho amigos que são bons policiais, talvez por isso sei que existem esses caras que dão exemplo, e às vezes, dão a vida.