sábado, 13 de abril de 2013

A HISTÓRIA E O HISTORIADOR


Como lembrou a professora Vavy Pacheco Borges, existem certas definições que aparentemente soam como desnecessárias, sendo este, por exemplo, o caso da história. Entretanto, desde que a história iniciou sua jornada rumo ao reconhecimento como ciência, a partir do século XVIII, repensar conceitualmente a história, tornou-se absolutamente necessário. Neste sentido, a reboque, a discussão em torno do ofício do historiador tornou-se também objeto intenso de debates.
Passou a ser necessário adentrar a forma de lidar com material de trabalho do historiador, reler testemunhos e silêncios.
Uma atitude essencial para conduzir a bom termo o desempenho da profissão, fazendo da história uma ciência.
Na década de 1960, Jacques Le Goff tentou elucidar a questão, chegando a afirmar que o trabalho do historiador consistia em estabelecer acontecimentos, bastando aplicar aos documentos um método para fazer os fatos aparecerem.
Porém, descrever o ofício do historiador, envolve considerações mais complexas. Ao contrário do que poderia ser imaginado, o historiador não produz analogias aleatórias a partir de imagens que forma de frases soltas nos documentos, não junta grosseiramente colocações que possam sustentar sua opinião pessoal e não constrói imagens do passado calcadas em suas próprias lembranças ou em concordância com sua visão do presente.
Ele carece do domínio de técnicas que permitam, constantemente, retificar a história, substituindo, como pretenderam alguns, os traços falsos pelos exatos.
É justamente o domínio da técnica que permite ler os documentos para tentar visualizar corretamente o passado.
Como afirmou Charles Beard, o historiador não é um observador do passado que permanece fora de seu próprio tempo, não pode vê-lo objetivamente, como o químico vê seus tubos de ensaio, devendo ver a realidade por intermédio da documentação, seu único recurso.

O historiador e a análise das fontes.


O historiador, não sendo um individuo isento de influencias as mais diversas, fruto de seu próprio tempo, necessita de técnicas que permitam tentar alcançar a objetividade cientifica na leitura e interpretação das fontes.
Poderíamos listar uma infinidade de técnicas utilizadas para ler os dados contidos nos documentos, algumas emprestadas por outras ciências, outras surgidas no seio da análise histórica, contudo, Jean Chesneaux sintetizou as mais usuais na sua obra clássica Devemos fazer tábua rasa do passado, a despeito de confundi-las por vezes com métodos e empregar técnica e método dentro da mesma acepção.
Segundo ele, toda análise histórica, obviamente a partir do século XIX, é tecnicista, busca uma abordagem profissional, sendo reflexo e sustentáculo da ideologia capitalista. Dentro da amplitude deste pressuposto, é habitual observar que os historiadores, independente da corrente teórica ou orientação metodológica, em geral, utilizam a técnica de análise baseada na diacronia-sincronia, assim como a periodização e, por vezes, a quantificação.
Através da diacronia-sincronia, todo fenômeno histórico, expresso através da língua, é analisado simultaneamente em uma série vertical e horizontal.
Sua extensão na dimensão do tempo, a diacronia, permite observar as conexões, antecedentes e conseqüências. Já sua relação com outras referências do conjunto que é contemporâneo, a sincronia, permite visualizar as implicações entre fatos aparentemente desconexos, mas que encontram relação, por vezes, diretas.
Assim, a diacronia possibilitaria perceber, por exemplo, o ideal cruzadistico de combate aos infiéis, circunscrito ao século XII, na península ibérica expresso pela reconquista aos mouros, como uma das causas que conduziram aos descobrimentos portugueses no século XVI.
Possibilitando ainda visualizar a colonização, o povoamento europeu, do Brasil, no século XVII, como um de seus desdobramentos.
A sincronia, centrada também nos descobrimentos portugueses, por sua vez, permitiria notar que problemas internos na Espanha, ainda envolvida na guerra de reconquista no século XV, fomentaram a primazia dos mares aos lusitanos.
Um refinamento da diacronia, a periodização é uma extensão da técnica, organizando as articulações em etapas, períodos que visam facilitar o estudo do fenômeno, criando compartimentos fechados envolta de momentos que parecem centrais dentro de cada etapa da história.
Uma técnica que foi reforçada pela prática pedagógica, especializando o conhecimento histórico, servindo de exemplo os estudos focados no renascimento ou na Idade Moderna.
Menos usual do que as técnicas qualitativas da diacronia-sincronia e da periodização, temos a quantificação.
Surgida, como ressaltou Jacques Le Goff, na década de 1960, a partir do estimulo da revolução tecnológica representada pela invenção do computador, passou a permitir estabelecer relações complexas, usando a estatística para chegar a conclusões palpáveis.
Quantificando o número de navios que circularam na rota do Brasil e da Índia, por exemplo, ao longo do século XVI e XVII, poderíamos vislumbrar o momento da viragem do centro econômico e social do Império português, provando, através da quantificação dos naufrágios, o peso deste componente no declínio do poderio lusitano no Oriente.
Entretanto, como lembrou Gramsci, cabe ressaltar que a história não pode ser reduzida a um cálculo matemático, ou ainda que a estatística mostra o caminho ao cego, mas não restitui a visão.
O que não invalida a técnica da quantificação e nem tampouco seus desdobramentos a história demográfica e a história serial, linhas de pesquisa que já foram tidas como concepções teóricas ou metodológicas, mas que na realidade constituem aprofundamentos da técnica.

A leitura das lacunas do passado.

Em certa ocasião, Walter Benjamin lembrou que o passado só se deixa fixar como imagem que relampeja, irreversivelmente, no momento em que é reconhecida, fazendo com que o historiador não tenha domínio dos fatos como eles realmente foram, apropriando-se de uma reminiscência do passado.
Este último constitui um espaço repleto de “agoras”, apenas uma construção limitada pelo que é possível conhecer em dado contexto, circunscrito ao momento de sua configuração.
O agora capta a imagem de sua própria época e não, propriamente, do passado que almeja conhecer, inserindo-se na leitura deste passado os testemunhos como os espaços em branco, os silêncios.
Talvez por este motivo, desde o século XIX, os limites da história sempre foram questionados, muitas vezes considerada mais próxima da literatura do que da ciência, contudo, é inegável que o positivismo e a escola metódica inauguraram a busca pela objetividade na história, fazendo os historiadores procurar pela cientificidade desde então.
Como ressaltou Ciro Flamarion Cardoso, a partir de Annales, dado seu pluralismo e a análise das estruturas globais, a história adquiriu um incontestável caráter cientifico, uma vez que, como qualquer outra ciência, passou a trabalhar não mais com acontecimentos únicos, mas com aspectos sujeitos a regularidades, como as estruturas sociais e culturais.
A primeira geração de Annales, fundou um conceito de história extremamente vinculado à ciência.
Lucien Febvre definiu a história como uma ciência do homem e do passado humano, das coisas e dos conceitos, cabendo ao historiador interpretar os feitos humanos, recompondo a realidade que serve ao entendimento de um momento concreto, a partir do que os documentos permitiram em dado contexto.
A interpretação das lacunas, embasada por métodos e técnicas, também constituiria objeto do oficio do historiador.
Seguindo esta linha de orientação, Paul Veyne, na década de 1970, concluiu que a história possuiria grande proximidade com a ficção, distinguido-se de um romance somente pelo compromisso de buscar a verdade, constituindo, na realidade, uma tentativa de narrar a verdade, prejudicada pelo caráter subjetivo da história e da interpretação das fontes.
Isto para não mencionar outros aspectos circunscritos à documentação que sustenta a análise histórica, tal como a inexatidão da narrativa ou as intenções envolvidas na produção das fontes.
Em outras palavras, como afirmou Eric Hobsbawm, o passado e a história são ferramentas utilizadas para legitimar as ações do presente, assim como as fontes têm um alcance político e ideológico, tornando a visão do passado distorcida.
É justamente baseado na leitura das lacunas do passado pelo historiador, envolvendo não só a ausência de dados, os silêncios; mas também a incapacidade de análise objetiva das fontes; que, pejorativamente, Poincaré, filosofo da ciência, chegou a afirmar que a história seria uma ciência que adivinha o passado.
Em certo sentido ele tinha razão, como demonstrou Michel de Certeau, hoje, mais do que nunca, o historiador tem se desviado para as zonas silenciosas, como, por exemplo, a feitiçaria, a loucura, a festa, a literatura popular, o mundo do esquecido, etc.
Aplicando-se a estes silêncios da história também a ausência de documentação, criando hiatos que são objeto de questionamento e problematização.
Destarte, como ressaltou Jacques Le Goff, não existe sociedade sem história, o que conduz ao conceito de historicidade, o pertencer de cada individuo ao seu tempo, os aspectos comuns que todos os homens de determinada época compartilham.
O que impossibilita qualquer ciência de evitar extrair conclusões próprias, descoladas de sua historicidade.

O ofício do historiador e a problematização do passado.

Quer seja o oficio do historiador o domínio de métodos e técnicas, circunscritos a um conjunto teórico; ou, ainda, um exercício de imaginação, a construção de uma narrativa verossímil, entre outras possíveis; não se pode negar que o surgimento da escola de Annales inaugurou uma postura diferenciada.
Na realidade, uma reação critica as concepções históricas do século XIX, notadamente rejeitando a ênfase positivista e metódica em política, diplomacia e guerras, assim como a abordagem economicista do marxismo.
Annales se propôs a problematizar a história, contrariando a coleção de fatos perpetuada pelas tendências anteriores, tentando se isentar de ideologia, procedimento adotado pelo marxismo, embora esta tentativa seja passível de inúmeras criticas, já que o historiador, estando inserido em um tempo histórico, jamais conseguirá traçar uma análise imparcial.
A partir da problematização, Annales desdobrou-se em várias linhas teóricas e campos de pesquisa, notadamente servindo de base para criar departamentos tanto de história social como econômica.
Fomentou debates acerca da natureza teórica do conhecimento histórico, atualmente, incorporados ao panorama contemporâneo.


Bibliografia

BEARD, Charles A. “That noble dream” In: The American historical review. New York, 41 (1): out. 1935, p.74-87.
BENJAMIN, Walter. “Sobre o conceito de história” In: Obras Escolhidas. São Paulo: Brasiliense, 1996.
BORGES, Vavy Pacheco. O que é história? São Paulo: Brasiliense, 1993.
CARDOSO, Ciro Flamarion. Uma introdução a história. São Paulo: Brasiliense, 1992.
CERTEAU, Michel de. A escrita da história. São Paulo: Forense Universitari, 2002.
CHESNEAUX, Jean. Devemos fazer tábua rasa do passado?: sobre a história e os historiadores. São Paulo: Ática, 1995.
FEBVRE, Lucien. Combates por la historia. Barcelona: Ediciones Ariel, 1970.
HOBDBAWM, Eric. Sobre história. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
LANGLOOIS, Ch. V. & SEIGNOBOS, Ch. Introdução aos estudos históricos. São Paulo: Editora Renascença, 1946.
LE GOFF, Jacques. História e Memória. Campinas: Unicamp, 1990.
VEYNE, Paul. Como se escreve a história. Brasília: Unb, 1998.

FONTE: Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.

34 comentários:

  1. O papel do historiador e muito importante na escrita da historia.POIS se nao fossem esses nao poderiamos saber a origem de nossos tempos,mas deixando claro que o mesmo deve observar a historia sem imtervir na sua construcao.Ja que historia passa a ser considerada a ciencia que estua o passado para isso deve respeitar suas respectivas epocas sem que haja nenhuma alteracao .

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  2. o texto reflete sobre a inportacia do historiador mostrado varias técnicas como trabalha na fonte e procura sempre a verdade trazendo os fatos a atona e não modificandos 0s fatos o nosso tempo mas tendo o domínio das técnicas wadisson Aragão DA SILVA

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  3. O texto deixa claro e ampliar a visão dos novos historiadores sobre a questão das fontes e o entendimento dos texto com o contexto. Relatando, o historiador tem que ter uma técnica para chega corretamente no passado, ele deve procura fontes (imagens,fotos,documentos e etc) para chega a uma resposta clara e obvia. O texto também tem a função de mostra as reformas da pesquisa historiográfica, desde então a historia passou de literária para cientifica e cultural.
    Os historiadores tem que estar em uma constante busca, pesquisar coisas esquecidas e desconhecidas para elabora novas pesquisas, que possa desvendar o passado e ajudar a interpretar o presente e prever o futuro. Desde então a história social como econômica vem sendo valorizado pelos pesquisadores
    Bem no meu ponto de vista as criticas ao marxismo e coerente pois o marxismo vem se distorcendo, os novos marxista tem que buscar valores passados como de Rosa Luxemburgo e Karl Korsch que não só deixava escrito mais vivia intensamente por uma sociedade socialista.



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  4. o texto mostra a importancia do historiador em nossas vidas,sem novas descobertas nossa vida e nosso cotidiano nao teria sentido,eles buscam trazer as fases das descobertas na sua plena verdade sem trazer consequencias graves para a humanidade noseu tempo real atraves da antiguidade.

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  5. Wanderson Samuel Pereira de Oliveira19 de abril de 2013 19:05

    O texto fala que a profissão de historiador, além de documentos para se ter uma idea de algo, e sim precisa de técnicas para ler e ter um entendimento desses textos , pois com uma leitura normal de alguns documento pode se ter uma persepçao errada de algum acostecimento histórico, sabendo analisar as fontes e também os locais , para se ter uma idea correta do acontecimento, mas documentos sendo lidos hj usando o agr como época, sendo que a época do acontecimento pode ter sido diferente da atual.
    a historia com certeza é uma coencia, mas em partes do texto tem alguma partes dizendo ao contrario como literatura e fixçao.

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  6. Cristiano Martins de Oliveira20 de abril de 2013 08:58

    O texto deixa bem claro a intima relação entre historia e historiador,seus metodos de pesquisa sua visão do passado em relação ao presente,as mundanças ocorridas na forma de se fazer historia a abordagem feita pela escola dos analles a cerca da historia e do historiador abordando toda a problematica do contexto e deixa ainda uma concepção de historia como ciência.

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  7. O texto explica a importância do historiador, onde o historiador desenvolve tecnicas para compreender as fontes deixadas e assim poder explicar o passado de forma verdadeira. O texto tambem deixa claro que a historia e uma ciencia, onde nela engloba fatos politicos, sociais,culturais entre outros.Portanto a visão de um historiador engloba não so as fontes mas tudo o que esta ligado a ela.

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  8. Weber de Paulo dos Santos - 1º ano de Historia20 de abril de 2013 10:48

    Escrever historia, não e simplismente pegar uma papel e uma caneta e começar a escrever. Precisa ter embasamento teorico sobre o que vai escrever, e fontes documentais sobre o fato historico que esta sendo transcrito. Historiadores antigo apenas se preocupavam em narrar fatos basicamente politicos, esquecendo das historias economica, da vida cotidiana das pessoas daquela periodo. E muito das vezer essas historias não tinha documentos comprobatorios dos fatos escritos. Após a escola dos Annales, a forma da escrita da historia mudou muito, passou a se preocupar mais com a escrita, criando até metodos de analise dessas fontes. Escritores com Jacques Le Goff e Michel de Certau entre outros, são exemlos de historiadores preocupados na forma da escrita da historia. Pois, uma sociedade sem sua historia do passado, não tera como explicar seu futuro.

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  9. Weber de Paulo dos Santos - 1º ano de Historia20 de abril de 2013 11:01

    Escrever historia, não e simplesmente pegar um papel e uma caneta e escrever. Precisa ter embasamento teorico e fonte documental fidedigna sobre o que sera escrito. Os historiadores mais antigos, narrava a historia apenas politicas ou de guerras, não se preocupando com a historia economica, cultural e até mesmo o cotidiano dos povos daquele periodo.Depois da escola dos Annales, a escrita da historia mudou muito, pois foi criado metodos de analises dessas fontes com mais precisão dos fatos abordados, e preocupando-se mais com outros campos na historia. Jacques Le Goff, Michel de Certau entre outros, são exemplos de escritores que se preocupa com a transcrição da histoira.Pois, uma sociedade sem historia do passado, não tem como explicar seu futuro.

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  10. Paulo Pereira Paulino20 de abril de 2013 11:26

    O texto mostra que o trabalho do historiador e ir além de seus conhecimentos, devem aprofundar suas pesquisas de modo que deixe seus princípios suas crenças de lado e buscar saber o contexto histórico da época, buscando os ideais dos povos que ali existia, buscando aprofundar em fontes confiáveis em documentos para que posar comprovar o que o historiador vai escrever criado sua própria opinião.

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  11. Lezlideanne Alves20 de abril de 2013 11:53

    O texto fala que a história não é objetiva, pois é em suas fontes que ela vai buscar os esclarecimentos necessários. Sem as fontes o historiador não conseguiria fazer "uma viagem" ao passado para "reviver" os acontecimentos, devendo os historiadores firmarem-se nas fontes como documentos, imagens e objetos para não haver dúvidas quanto ao seu trabalho de pesquisas.

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  12. Marly Alves de Souza20 de abril de 2013 13:22

    O historiador utilizando técnicas e métodos, fazendo um domínio das mesmas permite analisar as fontes dando uma visão correta do passado, sendo que os documentos é o único recurso que propicia ao historiador visualizar o passado, ele se apoia em outras ciências para possibilitar fazer uma leitura dos dados contidos em tais documentos. Entretanto por algumas leituras do passado possuir lacunas, a historia era considerada mais próxima da literatura do que ciência mais Annalles deu uma nova visão à historia sendo ela também uma ciência, devido o historiador não poder ver o passado objetivamente porque as fontes possui espaços em branco.
    O historiador tem que buscar alcançar uma objetividade cientifica na leitura das fontes, buscando explorar fontes esquecidas novos campos de pequisa, para interpretar o passado, porque a historia possui uma ausência muito grande de documentos que geram muitos questionamentos a cerca do passado.

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  13. o texto fala que o historiador precisa está cheio de entusiasmo ao estudar o mundo passado.mas que concerteza esta presente em muitas outras coisas,e que nos leva a compreender-lo mellhor.É preciso ter um exame de toda a história,conhecer suas funções,e o resultado de cada análise.É um abuso ,busca uma aproximação,e tentam sustentar uma formação de idéas ao capitalismo.
    A extensão que propõe, é natural que historiadores utilizem do mesmo resultado igual de muitos outros.
    A história foi dando força ao mundo pedagógico com estudos mais avançandos,e principalmente voltados a idade média,com mais facilidades,a começar com a invenção do computador,passando a ter pesquisas mais conclusivas.
    Um historiador não tem dominio ao lidar com o passado e conserva na memória aquela vaga lembrança. Jaqueline Amorim

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  14. Waldeir Gusmão Abrantes20 de abril de 2013 14:07

    O texto nos relata que a função do historiador e desenvolver pesquisas para entender o passado, e a pesquisa dele nunca vai acabar sempre vai aprofundar mais porque o tempo esta passando e cada ano que passa temos mas história e pra desenvolver estas pesquisas precisa procurar em documentos muitos importantes, e o historiador não vai pegar recortes deste documentos ele sempre pretende pegar tudo por inteiro pra poder publicar.

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  15. Roberta Cristina Monteiro Pereira20 de abril de 2013 14:10

    O texto fala do papel importante que o historiador faz que é trazer ao nosso tempo, acontecimentos ocorridos a muitos anos atrás. Eles trabalham atraves de fatos e documentos que irão comprovar o ocorrido.

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  16. A leitura do texto foi de extrema importância para minha compreensão sobre o verdadeiro papel do historiador. Ao iniciar o curso de licenciatura em história, minha concepção de historiador era aquela dos livros didáticos ou o que me foi ensinado no ensino fundamental e médio, de que a história era uma lembrança das coisas que se passaram. No entanto, o texto mostra que o historiador tem um papel importante na sociedade. Através de suas releituras e pesquisas, o historiador pode oferecer à sociedade uma nova visão do fato ocorrido, inclusive com previsão do que poderá ocorrer. Assim, o historiador deve se preocupar também com seus instrumentos de trabalho, incluindo aí, instrumentos para leitura e pesquisa de textos, com os quais poderá analisar de forma clara os acontecimentos sociais, históricos, culturais e econômicos de um povo.

    Katia Santos, acadêmica 1ª ano curso história UEG Uruaçu

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  17. história,conhecer suas funções,e o resultado de cada análise.É um abuso ,busca uma aproximação,e tentam sustentar uma formação de idéas ao capitalismo.
    A extensão que propõe, é natural que historiadores utilizem do mesmo resultado igual de muitos outros.
    A história foi dando força ao mundo pedagógico com estudos mais avançandos,e principalmente voltados a idade média,com mais facilidades,a começar com a invenção do computador,passando a ter pesquisas mais conclusivas.
    Um historiador não tem dominio ao lidar com o passado e conserva na memória aquela vaga lembrança. Jaqueline Amorim

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  18. Mariene Azevedo Diniz20 de abril de 2013 15:51

    o texto acima descreve a postura do historiador perante a historia e as dificuldades que ele passa pra conseguir estudar os acontecimentos do passado. o texto descreve tambem que os historiadores tem que serem inparciais nas suas pesquisas, nao valorizando peridos e desvalorizando outros, que muitas vezes o historiador tem que ter uso de técnicas para conseguir compreender os seus objetos de estudo. O trabalho do historiador jamais pode ser considerado trabalho facil, mais isso nao pode ser motivo pra desanimar os novos historiadores, essa dificuldade tem que aumentar a vontade dos historiadores de vencer os desafios e desconbrir um mundo novo.

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  19. O historiador, deve simplesmente explorar e ir muito mais além do que se possa encontrar. Não é inventar provas cientificas, e sim, objetivos que possa provar tais documentações. O trabalho do historiador é buscar delicados pontos em suas fontes que supere qualquer tipo de indagação. No meu ponto de vista o historiador é peça fundamental para a história.

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  20. Historia é um estudo destinado a mostrar – nos onde surgiram as gerações, modos de vida, trabalhos, desenvolvimento, teorias e diferentes idéias de vários historiadores e filósofos. Ao decorrer de nossos estudos descobrimos que o estudo da historia foram somente assuntos que vimos por alto, que nada foi aprofundado como estamos prestes a conhecer. Hoje nos deparamos com vários documentos, imagens, esculturas e até mesmo artefatos que simboliza uma grande viajem ao passado, para muitos a antiguidade não passa de fatos históricos, mal se sabe que de lá que os povos contemporâneos surgiram e passaram por uma serie de desenvolvimento e que a mudança entra em exercícios de vida, culturas e certos hábitos que extrairmos com mais praticidade; manejo e modernismo. Aceitar o estudo da historia em geral é entrarmos numa viajem dos novos velhos conhecimentos, nos aprofundar em curiosidades de outras civilizações. Obtendo um conceito próprio entendemos mais o trabalho de um historiador que tem por si encontrar um estudo contendo respostas e mostras justificativas. Embora o estudo da história seja sobre um mundo antigo, estamos sujeitos a entender como um mundo novo que seja pelo lado bom ou ruim, sem julgar considerável, mas sim surpreendente e cheio de coisas novas a descobrir por meio de documentos que fazem fatos acontecerem que por traz do mesmo nos mostra o mundo histórico e é preciso saber fazer uma leitura visível para fazer nos enxergar corretamente os acontecimentos do passado.

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  21. Esse texto nos possibilita a reflexão acerca do trabalho do historiador.Inicia dando ênfase a relação do historiador com seu objeto de pesquisa;a historia propriamente dita.Ressaltando pontos importantes,como por exemplo,tratar a historia historia como uma parte da ciência e a obtenção por parte do historiador das técnicas para permitir a análise de documentos.
    Ele trata também da objetividade dos processos históricos a partir da criação da escola dos annales,referindo-se a busca científica pelos fatos,ou seja,a busca baseada na realidade e na comprovação de fatos históricos e sócio-culturais.

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  22. O Autor do texto transmite a ideia crítica que para avaliar a história é necessário ter técnicas para tanto, pois partindo do contexto principiológico, a história é necessária, pois é através de relatos passados que é possível conduzir o futuro. Desta forma, a história não se apresenta como uma fonte de dados estatísticos, mas como fonte de análise para comparação de resultados futuros, seria no dizer, reanálisar fatos passados no intuito de avaliá-los no presente, para então se chegar a um resultado supostamente previsto no futuro.
    Avaliar o futuro, exige uma visão de certa forma, tridimensionalista, seria no dizer, compactar ação, condutaXresulatdo do agente, e é nisso que aparece a função da ideia extraído do texto, a do intuito de prevenir reiteração de fatos, atitudes X com os mesmos resultados, seria como expurgar do passado os acontecimentos que de certa forma levaram ao resultado negativo e levar para o futuro a ação presente, que resultaria em fato positivo, seria como reanalizar o atoXcosequência, mas com a possibilidade de revê-la.
    Assim, a história não se apresenta como dado estatístico matemático, mas como fonte exemplificativa e corretiva das ações que no passado não deram certo. Numa ótica histórico evolutiva, isto implica dizer que o homem do passado é uma versão desenvolvida do futuro, como se isto fosse uma ferramenta legítima da atitude presente.
    Por último, dizendo que a mensagem transmitida é o portal que move o futuro, e é essa a função que desenvolve o historiador, a de desenvolver a intrínseca função, crítica, tendente a modificar o passado.

    Márcio Ribeiro

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  24. andre luiz francisco gomes20 de abril de 2013 18:15

    Um historiador analisa todos os fatos pesquisando em documentos imagens na antiguidade com seus métodos e técnicas adequada, o historiador tenta entender o passado pra expor a sociedade de forma verdadeira os acontecimentos na antiguidade. esses são os pontos que podemos ver no texto ( A HISTÓRIA E O HISTORIADOR )

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  25. Zenaide Linhares Coimbra20 de abril de 2013 18:30

    O texto deixa bem claro que impossivel o mundo sem história, e que a mesma nao nasce do nada, ao contrario e baseado em estudos e tecnicas e documentos que comprovam seus relatos, e busca nas fontes elementos para eclarecer os fatos.E cada históriador tem seu ponto de vista diferente como mostra o texto.

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  26. joão paulo ferreira da silva20 de abril de 2013 19:18

    O texto reflete sobre o historiador e suas maneiras e métodos de pesquisas que são feitas através do estudo de documentos, imagens e etc, pois o historiador tem e deve ter objetividade cientifica na leitura e interpretação das fontes e nunca relatar como sua própria ideia de historia.Com toda certeza o historiador e uma peça fundamental para o desenvolvimento embora muitos pesem ao contrario como se ressalta em partes do texto .

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  27. O Texto reflete sobre a importância de refletir sobre como deve-se produzir a história. Buscando assim de técnicas usadas por todas as correntes teóricas que não deixa o historiador analisar os fatos ou escrever a história a partir de sua concepção e nem analisar os fatos de acordo com o seu tempo, mas sim através de técnicas que o faça analisar os fatos no contexto em que acontecem. Assim o autor mostrar o papel do historiador e sua responsabilidade com o processo de escrita, análise e estudo da história, onde deve-se tomar cuidado para não se deixar levar por equívocos ao realizar seu trabalho.

    Osvair Melo

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  28. Definir história do historiador, não é tão simples, exige muita dedicação; e não e como outras profissões como o quimico, biologo... que são profissão patente. o históriador tem que ser como ogro, tem seus sentidos apurados, analizando cada detalhe onde ja houve vidas antes. Pode chamar de cientista pois esta pesquizando algo do passado apenas pelos seus conhecimentos das tecnicas; fazendo que os fatos apareçam. Fabiana ¨Historia ¨

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  29. André Gomes de Oliveira20 de abril de 2013 22:11

    O Texto fala da importância do historiador e do seu trabalho, faz uma analogia de todas as praticas e técnicas usadas para reforça o conhecimento histórico, descobrindo os feitos humanos, buscando a verdade, a parti da criação da escola de Annales, ela cria linhas teóricas e muitos campos de pesquisa, ou seja a buscando a realidade nos fatos históricos e sócios culturais.

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  30. O texto fala sobre a importância do historiador e também sobre a visão de cada um à questão das fontes, ou seja, relatando principalmente a importância das descobertas em nossa vida, com ênfase nas descobertas da humanidade em seu tempo real através é claro da antiguidade. A profissão do historiador no meu ponto de vista, não está somente em pesquisar fontes ou estudar o passado, vai muito mais além do que qualquer pessoa possa imaginar, impossibilitando assim qualquer ciência de evitar conclusões próprias, descoladas de sua historicidade.

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  31. Pensar no conceito de história é algo que sempre gera muitos preceitos e pré conceitos, que na maioria das vezes não apresentam a veracidade da mesma.O historiador é um profissional que trabalha na reconstrução do passado por meio de fontes, as quais possibilitam pesquisas, que por sua vez não podem ser influenciadas por informações levianas ou opiniões pessoais. A historicidade se baseia na objetividade e precisão dos fatos, e para atingir tal requerimento é necessário ao mesmo estabelecer técnicas de análise, com base na ligação entre acontecimentos distintos e sua relação no tempo, estabelecendo periodizações, abordando antecedentes, precedentes, e ainda usando a estatística como metodologia. Porém sabemos que não é possível obter uma explicação exata para as várias indagações históricas, pode-se somente partir de um pressuposto possível, pois não há como saber sobre o modo de vida passado baseando se na concepção de vida contemporânea.
    A escola dos Annales foi o fator crucial para a mudança da perspectiva histórica, que até então era imersa no positivismo e se fragmentava em distinções políticas. Isso acarretou uma nova mudança, uma visão mais ampla da história em si, considerando não só documentos como fontes de pesquisa, mas sim relativizando os mesmos com aspectos culturais e sociais, valorizando não só fatos concretos, mas aceitando ideologias, que antes eram consideradas supérfluas, como objetos de informação, e analisando as diversas divergências como a oralidade. Enfim, o estudo da história é um fluxo constante, amplo e vasto, afinal tudo que fazemos é história.

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  32. O historiador é uma pessoa envolvida no mais imparcial possível para estender, alterar ou exibir o histórico (acontecimentos passados, considerando a história e ciência) para explicar suas ações. Você deve consultar as fontes das quais leva a informação e tem o dever de torná-lo público para qualquer pessoa, em original ou cópia, se possível. O historiador deve basear-se nas fontes mais relevantes para discutir o assunto e não se contentar com apenas um. Teve contradições entre fontes, você pode incluir todos ou assumir e fazer um pouco de alusão à outra, desde a justificação indicado referencia cujas afirmações, também outras fontes de informação. É também o estudioso ou especialista em História. historiador tem de explicar fatos que muitas vezes não são diretamente conhecidos. Portanto, para realizar o seu trabalho de usar diferentes tipos de fontes. Karene

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  33. “A verdade histórica é a mais ideológica de todas as verdades científicas [...]Os termos de subjetivo e de objetivo já não significam nada de preciso desde o triunfo da consciência aberta [...]. A verdade histórica não é uma verdade subjetiva, mas sim uma verdade ideológica, ligada a um conhecimento partidário”. (ARON cit. por Marrou, s/ data, p. 269)

    Se a fé nunca dependeu da história, porque fazem tanta questão desta última? Por que insistem em preservar essa bruma que envolve os primeiros séculos do cristianismo? Não devia ser assim. No entanto, quando fazemos uma aproximação dos fatos com fatos e não com ideias, é possível outra conclusão.

    http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver

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    1. Ivani, acho que o importante é isso mesmo, o debate.

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