domingo, 4 de novembro de 2012

PROFESSORA DEMITIDA EM IMPERATRIZ POR MOSTRAR A REALIDADE DA ESCOLA: O PESA DA REPRESSÃO


Imagem da Escola Municipalizada Guilherme Dourado, em Imperatriz

Ficou público, recentemente, o caso da demissão de uma professora em função d exposição que ela fez das mazelas da escola em que trabalhava. O Brasil inteiro pareceu indignado, e por isso muita gente quis comentar o episódio. Já vi opiniões de todas as naturezas, inclusive a opinião do secretário de educação de Imperatriz, Zeziel Ribeiro da Silva, e da professora, Uiliene Araújo Santa Rosa. Maquiavelismo, inocência e alienação é o que parece permear boa parte dos discursos, principalmente o discurso de populares.

A professora Uiliene parece ser muito inocente acreditando que não haveria represálias à sua atitude. Todos nós sabemos que o ambiente educacional é o mais retrógado que se possa imaginar. Ela é de uma inocência tal que chega a questionar a nossa “democracia” pois, no ponto de vista dela, se estamos numa democracia é lícito que exponha seu ponto de vista. Quanta inocência!

Ficou noticiado que a professora Uiliene Araújo Santa Rosa, de 24 anos, foi afastada e teve seu contrato com a prefeitura de Imperatriz rescindido em função das suas postagens.

Usuários do facebook continuam "indignados".
Pois bem, para começar, uma das desgraças da educação é exatamente a politicagem. Foi a politicagem que a contratou, foi a politicagem que a demitiu e foi a politicagem que a readmitiu. Tudo politicagem. Acredito que para haver uma educação autônoma, deveriam haver professores autônomos, e isso pressupõe professores habilitados à aprovação em concurso público. Sou terminantemente contra o excesso de contratos temporários na educação. Essa a peste que grassa na educação de todos os municípios do país.

A professora Uiliene se ressente da indiferença que lhe foi dispensada pelos colegas após a publicação das fotos. Essa é outra miséria. Professora, uma situação leva à outra. Quantos dos seus pares, professora, como você, não são contratos temporários? Isso é simples, são bate-paus do prefeito porque se sentem nessa obrigação em função de contratos com a prefeitura. Se assim não o for, existe outro sentimento que pode justificar esse tratamento, a concepção popularizada no Brasil de que “roupa suja se lava em casa”, o que na prática significa não dizer nem fazer nada para que as coisas mudem.

Por fim, a senhora não foi punida pela publicação das fotos. A senhora foi punida porque não leu na cartilha do coronelzinho da sua cidade, Imperatriz. Professora, professora, o que é um contrato temporário senão uma velha forma coronelista de manter muita gente na linha pelo método do “toma lá da cá”? Quantas pessoas, professora, na sua cidadezinha, não já lhe consideraram uma pessoa “má agradecida”?

Enfim, sou solidário com sua causa. Acho que todos devemos fazer alguma coisa. Mas também sou contra a sua condição de trabalho, contrato temporário. Professora, estude. Professora leia. Professora faça jús a esse título tão nobre que estou lhe adjetivando, professora. Sim, professor/professora, na minha opinião é um adjetivo, não termo identificativo de uma profissão. Professora, estude e seja uma professora da forma como prevê a lei, a partir de concurso público de provas e títulos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

MARABÁ: PERDIDA A ELEIÇÃO QUADRILHA DE MAURINO COMEÇA A IR PARA O DEVIDO LUGAR, A CADEIA.

Lucídio, da mansão para a prisão.

Na manhã desta terça-feira (23), o Ministério Público Estadual[1] deflagrou a operação “Mar de Lama” que resultou na prisão do ex-Secretário de obras de Marabá, Lucídio Colinetti e do empresário Marcelo Fronzack, dono de uma piçarreira.
As prisões são desdobramentos da operação “Caçamba fantasma”, deflagrada em abril deste ano e que investigava suposto desvio de piçarra sendo que o empresário Marcelo Fronzack teria se beneficiado e recebido pelo menos R$ 20 milhões indevidamente.
Pesa contra o ex-secretário de obras, o provável envolvimento em licitações das quais ele teria se beneficiado e enriquecimento ilícito. Ele participou das últimas quatro administrações municipais.
As prisões foram coordenadas pelo delegado Álvaro Beltrão Ikeda, titular no Núcleo de Apóio à Investigação (NAI) e contou com a participação dos delegados José Humberto de Melo Júnior, Rayrton Carneiro e Simone Felinto.
Do Ministério Público Participaram os promotores: Júlio César Costa, Ramon Furtado, Mayanna Queiroz, Alexandra Muniz e Josélia Barros.
Os policiais cumpriram mandado judicial expedido pelo juiz titular da 5ª Vara Penal, Marcelo Andrei Simão Santos.
Além das prisões, o juiz deferiu o arrestamento de bens dos acusados e de outros prováveis envolvidos no esquema, como o ex-secretário de finanças, Pedro Freitas.
Na casa dele, na avenida Pedro Marinho de Oliveira, os policiais confiscaram cinco carros.
Na casa do ex-secretário Lucídio Colinetti foi apreendido uma TV de 40 polegadas e uma camionete Hilux.Consta nos mandados de busca e apreensão o arrestamento de aviões e até pedras preciosas.
Os dois presos, Lucídio Colinetti e Marcelo Fronzack estão custodiados numa cela de transição da 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá.
Logo mais os promotores devem convocar uma entrevista coletiva para repassar mais detalhes acerca do caso.



[1] FONTE: Contra ponto & Reflexão. In: ribamarribeirojunior.blogspot.com.br

terça-feira, 23 de outubro de 2012

PORNOGRAFIA NA ESCOLA


Imagem de capa
Quando professor na Escola Municipal Pedro Perez Fontenelli, no Bairro de Morada Nova, em Marabá-PA, passei por um constrangimento –meio falso – mas ainda assim foi constrangimento. A escola estava desenvolvendo um projeto interdisciplinar de leitura para tentar corrigir algumas deficiências relacionadas a essa competência, ocasião em que foi proposto aos alunos que, ao seu gosto, lessem algum livro. Em uma turma de 7ª série, na qual eu trabalhava com a disciplina de história, uma aluna pediu para fazer a leitura, para toda a sala, da obra que havia tomado de empréstimo na biblioteca. Para o meu azar, concordei.

Aproveito o texto do colega, professor Claudemir Mazucheli, sob o título “Governo do Estado de São Paulo distribui livros com conteúdo impróprio aos alunos, de novo...” para relembrar a crítica que fiz à Secretaria Municipal de Educação de Marabá, sem ser ouvido, a respeito da mesma obra: “os cem melhores contos brasileiros do século, de Ítalo Moriconi, justamente por considerar algumas leituras impróprias para a faixa etária atendida pela escola, alunos desde a primeira fase do ensino fundamental (primeiro ao sexto ano).

Em São Paulo, conforme narra o professor Mazucheli, a Secretaria de Estado da Educação do Estado de São Paulo realizou a distribuição gratuita de livros de literatura a todos os alunos do 3° ano do Ensino Médio, incluindo aí o livro mencionado. Em Marabá, a obra não foi distribuída, mas colocada na biblioteca – numa escola de ensino fundamental, portanto, alunos entre 06 e 16 anos –ao alcance de todos.

Na Escola Municipal Pedro Perez, onde estudam alunos da primeira e segunda fase do Ensino Fundamental, portanto de 1º ao 9º ano, pondero a média de idade em 12 anos, e considerando a faixa etária dos alunos da rede estadual de São Paulo em 16 anos, como afirma Mazucheli, o título “Os cem melhores contos brasileiros do século” certamente sugere qualidade. No entanto, a publicação da editora Objetiva, do Rio de Janeiro, organizada por Ítalo Moriconi em 2001 e que abriga contos escritos por grandes nomes da literatura brasileira, como Machado de Assis, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Monteiro Lobato, Carlos Drummond de Andrade, Rachel de Queiroz, Érico Veríssimo, Clarice Linspector entre apresenta narrativas inapropriadas para a faixa etária atendida pela escola Pedro Perez, como para qualquer outra escola de Ensino Fundamental, primeira e segunda fase.

Certamente, é uma bela obra. Mas, dentre todos esses grandes nomes da literatura brasileira, considerando o fato de que livro, no caso de São Paulo, foi destinado aos adolescentes de 16 anos, e em Marabá para crianças alfabetizadas, entre 06 e 11 anos e que, ao seu interesse podem solicitar qualquer livro na biblioteca, roubaram a cena: Ignácio de Loyoloa Brandão, com o conto "Obscenidades para uma dona de casa"; p. 471 e Myriam Campello, com o conto "Olho"; p. 548.

Se considerarmos a proposta da obra, descrita por Ítalo Moriconi na sua introdução, “[...] Tratava-se de fazer uma leitura com olhos livres, uma leitura desprovida de preconceitos doutrinários e teóricos,”[MORICONI, 2001, p.16] em momento algum faz-se a sugestão de que a obra se destine a apreciação de menores de idade. (aliás, subjetivamente, os indícios do discurso sugerem justamente o contrário…).

Nesse sentido, sem ter o objetivo de simplesmente criticar a obra ou condenar seus autores, numa espécie de censura, observamos que a escolha específica dessa obra para distribuição gratuita aos alunos do 3° ano do Ensino Médio (não esqueçamos que isso significa uma licitação avaliada em alguns milhões de reais) não obedece, por exemplo, à classificação de conteúdo e faixa etária imposta pelo Ministério da Justiça aos grupos de comunicação.

Provavelmente, diante dessa argumentação, algumas pessoas podem questionar se esse excesso de “proteção” condiz ou não com a realidade cotidiana dos adolescentes de nossa época.

No conto “Obscenidades para uma dona de casa”, a narrativa se desenvolve a partir da expectativa de uma personagem que vive como dona de casa e espera diariamente por cartas enviadas pelo correio, com propostas e insinuações sexuais que geram um conflito com os valores de sua criação, de forma que a personagem passa a viver com intensa ansiedade em função da espera de novas cartas. O enredo é bom. A literatura é de boa qualidade. Mas, a aluna iniciou a leitura do texto que passo a reproduzir. Ainda nas primeiras linhas de interrompi. Mas, aqui, reproduzo alguns trechos do mesmo texto que precisei interromper:


[...] Mulher, quando quer, sabe ser pior do que homem. Sim, só que conhecia muitas daquelas amigas, diziam mas não faziam, era tudo da boca para fora. A tua boca engolindo inteiro o meu cacete e o meu creme descendo pela tua garganta, para te lubrificar inteira. Que nojenta foi aquela carta, ela nem acreditava, até encontrou uma palavra engraçada, inominável. Ah, as amigas fingiam, sabia que uma delas era fria, o marido corria louco atrás de outras, gastava todo o salário nas casas de massagens, em motéis. E aquela carta que ele tinha proposto que se encontrassem uma tarde no motel? Num quarto cheio de espelhos, para que você veja como trepo gostoso em você, enfiando meu pau bem no fundo.
[...] Qual pode ser a reação de um homem de verdade, que se preze, ao ver que a mulher está recebendo bilhetes de um estranho? Que fala em coxas úmidas como a seiva que sai de você e que provoquei com meus beijos e com este pau que você suga furiosamente cada vez que nos encontramos, como ontem à noite, em pleno táxi, nem se importou com o chofer que se masturbava. Sua louca, por que está guardando cartas no fundo daquela cesta? A cesta foi a firma que mandou num antigo natal, com frutas, vinhos, doces, champanhe. A carta dizia deixo champanhe gelada escorrer nos pelos de sua bucetinha e tomo embaixo com aquele teu gosto bom. Porcaria, deixar champanhe escorrer pelas partes da gente. Claro, não há mal, sou mulher limpa, de banho diário, dois ou três no calor. Fresquinha, cheia de desodorante, lavanda, colônia. Coisa que sempre gostei foi cheirar bem, estar de banho tomado. Sou mulher limpa. No entanto, me pediu na carta: não esfregue desse jeito, deixe o cheiro natural, é o teu cheiro que quero sentir, porque ela me deixa louco, pau duro. (p. 473).

Literatura é democracia. Aceita vários gêneros e com certeza a escrita apresentada no conto tem seu público. Mas, será que é adequado oferecer essa literatura a quem não saiu da adolescência? Será que essa linguagem peculiar de tratamento da sexualidade ajuda a desenvolver a maturidade dos alunos da rede estadual de São Paulo ou da rede municipal de Marabá?

[…] Não consigo ler direito na primeira vez, perco tudo, as letras embaralham, somem, vejo o papel em branco. Ouça só o que ele me diz: Te virar de costas, abrir sua bundinha dura, o buraquinho rosa, cuspir no meu pau e te enfiar de uma vez só para ouvir você gritar. (p. 477)

É um texto bom para o exercício da imaginação. Mas, se lido com crianças, alguns entrando na adolescência, talvez essa não fosse a melhor abordagem sobre esse tema. 

E não se trata de um único conto. Em olho a narrativa descreve um tema ainda mais polêmico, embora em linguagem menos explícita. O conto apresenta o tema da docência a partir do incesto que, do desejo à prática, coloca um professor universitário de Botânica diante da própria irmã:

Quando ela acorda, põe imediatamente o seio esquerdo em minha boca. Sei muito bem que não é assim que se começa uma história. […]
Português de nascença e ex-seminarista de hábitos metódicos, não que a solidão eu possa suportá-la. Mas na de minha irmã e eu que vivemos sós nesta casa há uma tal qualidade de exílio e afastamento dos homens que por vezes nos sufoca ao impossível. Não há a quem falar. Do que acontece, não se pode dizer por proibido. Vivemos arredios, sem sociedade com outros além de um boa-tarde seco, um bom-dia reservado que marca limites.[...]
Minha irmã se que sente-se como eu, embora minta: não quer aumentar a angústia que lê em meus silêncios. Ou por outra, sente-se como eu embora feita de material diverso. É mais forte, talvez. Talvez mais livre. Onde hesitei sequer pestanejou, radiosa como a Epidendrum fragrans S. W, a mesma nitidez alba, a mesma elegância. Sua paixão tem a firmeza imaculada de certas sépalas, de certas pétalas. Mas tanto a ela quanto a mim se alguém nos oferecesse voltar no tempo faríamos tudo igual, privilégio dos atos perfeitos.” (pp. 548-549).

Embora nas primeiras páginas do conto a linguagem não seja um problema, reitero que essa temática, da forma posta pelo conto não é adequada para um público infantil ou adolescente.

[...] A primeira carta anônima meteu-se à minha correspondência mês atrás, caída do azul. Repelente como papéis desse tipo, dizia apenas “eu sei tudo” em letra forçada, velando-se. Estupor e medo subiram por mim. Como podia ter visto algo e o que se minha irmã e eu só em casa nos tocamos?
Dando aulas à noite, passo por uma rua escurecida por grandes exemplares de Ficus religiosus, troncos imensos mergulhados na sombra que os namorados aproveitam como ponto de apoio. Por que também não posso levar minha irmã para lá, erguer sua saia e comê-la contra a casca rugosa? (pp. 549-550).

O tema do incesto parece ter caído nas graças do autor. E ele avança sobre essa perspectiva inserindo o leitor nos recônditos dos corações devassos. 

Há cinco dias nova carta anônima chegou-me às mãos. “Estou de olho em vocês”, rezava a mesma letra sob a máscara. […] Inconscientemente, assumo posições escabrosas para agradá-lo. Quando derrubo minha irmã na cama, sei que o olho me vê e meu pau lateja mais duro. Invado-a então com o vigor de quem escava um poço. Ontem a machuquei. Mas, não reclamou, como se por alguma razão também necessitasse disso. Ao contrário, dilacerou-me as costas num êxtase profundo, secreto. Enfiado em sua vagina, vasculhei-a com a violência de um estupro. Agora somos três. A lembrança disso logo me faz enchê-la de um jorro quente e espumante. (p. 551).



A opção pela docência é o caminho à infelicidade. A escolha apresenta-se como um autoflagelo. É incrível, aliás, como a sensualidade pervertida se relaciona com o perfil do professor fracassado e infeliz.

Morrendo-me a mãe viúva há quatro anos e não suportando mais o seminário, resolvi abandoná-lo. O sexo aguilhoava-me além do que se pedia a um sacerdote. Para evitar futuro desgosto à Igreja, e a mim um contínua infelicidade, decidi ser professor.
Um dia, certa greve de professores me fez voltar mais cedo do trabalho. A casa boiava em silêncio, como sem ninguém. Larguei livros e um caderno cheio de meus traços em qualquer lugar e empurrei a porta do banheiro. Com um movimento de susto, minha irmã cobriu-se com a toalha. Acabara de tomar banho e não esperava tão cedo a minha volta. Durante um longo momento ficamos ali, um diante do outro, imóveis. O coração selvagem. Meu primeiro impulso foi virar-se e sair, mas forças contrárias o combateram, paralisando-me. Finalmente, o desejo me sufocou. Fui até ela e puxei a toalha. Ainda tentou resistir, virou-se mas acabou cedendo, posso dizer que muito menos à força do que à minha vontade. O grande espelho do banheiro viu quando beijei sua nuca loura e explorei-lhe o odor, minha boca eriçando os pelos sedosos, a fronteira entre pele e pelo que sempre quisera sondar. (p. 551).

Vai ver que é por isso que o Governo manda a tropa em cima dos professores durante as manifestações de greve…

Virei-a de frente. Nosso banheiro tem uma antiga pia de mármore, muito sólida. Ergui minha irmã e sentei-a ali, naquela borda. Quando abri a boca ela sentiu minha respiração dolorida, apressada como a de um animal que sofre, só podia fazer mesmo o que fez. Pegou o seio duro com a mão e o pôs em minha boca. A mucosa incendiada de febre o envolveu. Minha língua rolou pelo mamilo tentando derretê-lo, açoitando o botão de carne em todas as direções. Chupei, mastiguei, devorei seus seios com uma fome antiga. Sempre os mastigo longamente antes de caminhar pelo resto de seu corpo. Azeitonas que se enrijecem, vermelhas, e largam seu suco em minha boca.
Puxei-a para o quarto e joguei-a na cama. Com a língua, umedeci sofregamente e por muito tempo as fendas de seu corpo. Quando a cobri, ela quis. Abriu-se como uma fruta que se racha no solo. O desejo é um vagalhão enfurecido, avalanche que se nutre do próprio excesso para melhor derrubar e engolir. Iniciado, nada pode detê-lo. Se abrissem a porta e me vissem dentro de minha irmã, gozando-a, meu sêmen se estancaria? Penso que não. Uma vez explodindo, é esperar que a convulsão cesse por si mesma. Assim, fomos de roldão nas asas da carne até que o esgotamento nos fez dormir, eu ainda com o membro dentro dela.” (p. 552).

De qualquer forma, não temos a menor intenção de levantar um estandarte de moralidade. Muito menos, compartilhamos da visão autoritária que varreu o país do inicio da década de 1960 e permaneceu sufocando nossa sociedade até recentemente.

Censura, nunca mais. Mas, existe uma diferença fundamental entre censura e adequação de conteúdo à faixa etária a que ele se dirige. Tanto é necessário, que certas publicações vendidas em bancas de jornal ou certos filmes disponibilizados para locação devem ter um espaço reservado, de maneira que seu acesso corresponda à classificação etária do público.

Interessante, por exemplo, que a televisão que apresenta uma classificação indicativa, por faixa etária, para cada programa a ser veiculado. Não para bloquear o acesso, mas para alertar os espectadores, no sentido educativo. Não é a televisão que regula o acesso à programação, embora ela o faça ao distribuir a programação na grade de horários reservando a público adulto programas noturnos e os classificados para todos os públicos durante o dia, quem deve regular são os pais.

Assim, acredito que o a Secretaria Municipal de Educação de Marabá deveriam à época, 2011, explicar à sociedade e a Justiça os critérios pedagógicos utilizados para a escolha dessa obra de conteúdo adulto para ser disponibilizada a crianças e adolescentes nas bibliotecas municipais de Marabá.

Quanto à minha experiência, de leitura em sala, ainda hoje me pergunto se terá sido por pura sacanagem, contra o professor, que a aluna propôs tal leitura. Acho que sim! Os pedagogos dirão, no entanto, que perdi uma boa oportunidade de, tal como manda as orientações curriculares, promover a transversalidade. Do meu lado, sei que em tempo tirei o meu da reta ao, sob protestos generalizados, dar a leitura por encerrada ainda no início. 

NOTA: com adaptação, de: MAZUCHELI, Claudemir. Educadores em Luta. In: http://educacadoresemluta.blogspot.com.br.

Bibliografia

MORICONI, Ítalo (org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

EM NIQUELÂNDIA, O ESPERADO: E AGORA? PANELINHA OU GESTÃO PARA O POVO?

Luiz Texeira, novamente na prefeitura.
Como já havia dito, era certa a vitória do ex-prefeito Luiz Teixeira Chaves. Foi o que aconteceu, venceu Evaldo Rincon, mesmo depois de duas desistência, Conceição Veloso e Gilmar Louredo que, conforme ficou divulgado, desistiram para somar forças com Evaldo Rincon, "o todos contra um".

Com 12.117 votos, Luiz Teixeira obteve 50,20% dos votos válidos contra 44,66 % de Evaldo Rincon, que ficou com 10.779 votos.O que eu, e todos os niquelandenses que fazem parte do povo comum, queremos saber é, será uma gestão voltada para a panelinha ou uma gestão voltada para o interesse público?

Esse é o medo que paira sobre os comuns. O povo comum tem medo da Ana Maria, Ana Matilde e todo um grupinho, que incluia até o pastor Alvéssimo Abreu, que do alto do púlpito nunca considerou a possibilidade de haver uma tristeza divina ao beneficiar-se do que era público em favor seu ou da sua "igreja".

O povo comum sabe que existe um grupo, e nesse grupo incluo as duas rádios de Niquelândia, que só subsistem das fatias que recebem da prefeitura. O toma-lá-da-cá. Não prestam serviço ao povo, vendem a voz e o serviço público que deveriam prestar a qualquer que esteja no poder, por isso são como putas que abrem as pernas para quem der mais. Desses não podemos esperar nada, caso alguma coisa dê errado na gestão vindoura.  

Então, é isso o que tememos.Uma nova gestão, que não pode ser pior que a atual. Os instrumentos de luta da sociedade que a esta altura já estão, na surdina negociando seu preço, se o preço não tiver sido negociado ainda. E a esperança de que o Luiz de hoje seja melhor que o Luiz do passado, o que eu acredito.

Penso que errar uma vez, mesmo que durante quase oito anos, é humano. Assim, acredito no Luiz Teixeira, porque acredito no Zé Aurélio um dos seus interlocutores mais ativos da gestão do Luiz (espero que ainda o seja), por quem não tenho nenhum constrangimento em dizer que tenho uma admiração enorme. Confio também no vice prefeito eleito, outra pessoa que goza do meu apreço. E confio no bom senso do povo, caso todas as minhas esperanças se frustrem, penso que o bom senso coloca no poder, para dar uma chance, e tira do poder se não fizer jus à confiança auferida.

sábado, 6 de outubro de 2012

AGORA É TARDE

Essa semana ocorreu uma cena que, embora impensável para uma sociedade passiva como a nossa, deveria se tornar mais comum. O prefeito de Marabá, Maurino Magalhães, o Mau-Mau, também conhecido como Zé Leitão, promoveu uma carreata num esforço desesperado que reuniu os seus bate-paus, aqueles que ganham rios de dinheiro para fazerem aquilo que a incompetência não lhes permite fazer. 

Mentiras, má gestão do dinheiro público. As desventuras de Maurino
O resultado foi inusitado. Em plena carreata Maurino levou uma chuva de ovo podre. Mais tarde, no programa eleitoral, aparentemente despertando tardiamente, o prefeito choraria. Maurino, o Mau-Mau, chorou. Maurino o homem que desfilou confiança parece ter, no apagar das luzes, já que a eleição é amanhã, 07/10, descoberto que tudo está perdido. Agora é tarde Maurino.

Acho que o prefeito de Marabá não sabe ler. Ele próprio sempre se vangloriou, num misto de populismo e alienação própria, de ser "besta", aquilo que a gente comum chama de simples. Ele vendeu sempre a imagem de um homem simples. Mas, na prática, sua simplicidade consisitiu na habilidade de fazer desaparecer milhões. Sim digo isso porque o orçamento anual da prefeitura de Marabá é de quase 500 milhões, e não sei para onde vai esse dinheiro quando o prefeito não faz nada, nem tão pouco paga aqueles que estão no serviço municipal, como é o caso do vale alimentação devido, os estagiários e tantos outros prestadores de serviço à municipalidade.

Funcionários sem salário e sem vale nas ruas. Cena comum.
Simplório, o prefeito fez-se cego e surdo porque o séquito daqueles que comem à sua mesa preferiram mantê-lo alienado da realidade dos fatos. Agora o próprio prefeito não descobrir que entre os quase 300 mil habitantes, apenas 6% avaliaram sua gestão como boa; que entre os mais de 144 mil eleitores apenas 9% se dispõem a votar nele e que mais de 60% manifestaram rejeição à sua pessoa, aí ou ele é burro mesmo ou é cego e surdo.

De qualquer modo, agora é tarde. Àqueles que sempre beberam nas tetas da vaquinha, lhe digo que ainda têm até dezembro para isso. Indfelizmente.

Da minha parte gostaria muito de olhar na cara de muita gente, incluindo aí um grupinho que tive o desprazer de conhecer em Morada Nova, grupo que gosta de perseguir funcionário público municipal concursado, porque achavam que o prefeito Mau-Mau precisava de contrato temporário para garantir sua eleição. Ei, a eleição nem aconteceu ainda e já sei que vocês dançaram!    


domingo, 30 de setembro de 2012

O GRITO DO IPIRANGA OU SOBRE O NASCIMENTO DO BRASIL



Desde longa data tenho sido um crítico do uso do livro didático em sala de aula. Sou tão radical nessa questão ao ponto de defender a sua extinção. Isso não significa que os alunos não devam ter um material de apoio, devem ter. Mas esse material de apoio não pode ser alienante como o livro didático tem sido. Esse artigo, entretanto, não se propõe discutir o livro didático especificamente, ele é uma escrita sobre os mecanismos de representação/construção de uma verdade sobre o Brasil e de como os aparelhos de Estado estiveram e continuam a serviço dessa doce ilusão sendo, neste caso, o livro didático um exemplo dessa estratégia.

A história do Brasil é, antes de tudo, uma síntese de conteúdos históricos selecionados por um grupo de pessoas que, entre tantos fatos envolvendo uma pluralidade de pessoas, decidiram que especificamente determinados conteúdos eram mais importantes e por isso deveriam constituir um compêndio de informações sobre o Brasil. É essa seleção que nos diz o que foi a história do Brasil.

Essa seleção, que é arbitrária, é também produto de um jogo de poder, se pensarmos nas lições de Foucault, ou numa perspectiva marxista, de uma luta de classe. Quem tem o poder de dizer o que é verdade, portanto válido, e o que não é verdade, portanto inválido, é exatamente quem goza do poder, ou, dito de outra forma, constitui a elite, aquela classe que detém o poder socioeconômico de determinar tudo.

D. Pedro I, e depois D. Pedro II foram pessoas ligadas, por dependência, a essas classes. No caso de D. Pedro I, foi exatamente o engajamento, em causa própria, de uma elite no Brasil que ante o perigo de uma recolonização, que significaria a perda da “liberdade” de comércio, forjaram o processo de desligamento com Portugal, também chamado de independência, no qual D. Pedro I foi a marionete prática. Não houveram mudanças substanciais. Os escravos continuaram escravos e os portugueses continuaram mandando e desmandando aqui. No dia 29 de agosto de 1825 o Brasil assinou um acordo de paz e amizade com Portugal, o reconhecimento português da independência, mas a que preço? 2 milhões de libras esterlinas, valor que a Inglaterra se prontificou a pagar em troco de vantagens alfandegárias. E tudo, aparentemente se resolvia assim.

Doce ilusão. Os livros didáticos são unânimes em apresentar supostas resistências ao processo de independência nas províncias de Pernambuco, Bahia, Piauí, Grão-Pará e Maranhão. Catelli Junior (2011, p.203), um dos livros didáticos adotados no IFG Uruaçu, diz que nestas províncias ocorreram lutas de resistência que se estenderam até fins de 1823. O que o autor não diz é que essa resistência não era à independência, mas ao contrário, era uma exigência de um processo que fosse radical, de expulsão dos portugueses, de fim dos privilégios dos lusos. O autor ainda faz pensar que foi só isso. Alguns grupos que se arvoraram e pronto. Doce ilusão para dormentes. Fato é que o maior movimento de contestação desse processo de independência foi a cabanagem, no Pará. O conflito durou mais de uma década e foi, pela primeira vez, o momento em que populares, com líderes populares, chegaram ao poder e desbancaram as elites luso-brasileiras. Era um movimento contra a exclusão social dos cabanos, o grupo marginalizado da sociedade paraense, mas era também pelo fim dos privilégios dos portugueses e por um corte radical com Portugal. Porque será que os livros didáticos ignoram esse movimento tão importante?

No governo de D. Pedro II, que chegou ao poder com 15 ano de idade graças ao golpe da maioridade, a esforço que se fazia necessário era o de construção de uma identidade do Brasil. D. Pedro era autoritário, como bem o provava o Poder Moderador, de modo que a identidade a ser construída era a identidade de um país que se identificasse com a monarquia e as origens dessa monarquia eram portuguesa-européia.

O historiador José Carlos Reis, autor de identidades do Brasil, livro com versão eletrônica em: http://www.4shared.com/office/D3qMqwHF/as_identidades_do_brasil__de_v.html, diz, muito acertadamente que D. Pedro II “precisava muito da história e dos historiadores” (p. 25). O espaço de construção dessa história necessária à Dom Pedro e às elites foi o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Reis (op. cit) diz, citando Guimarães (1988) que “o imperador precisava de historiadores para legitimar-se no poder”. Foi assim que em 1840 o IHGB estabeleceu uma premiação para quem elaborasse um projeto de como deveria ser escrita a história do Brasil. O alemão Karl Philipp Von Martius foi o vencedor desse concurso propondo, em seu trabalho, que a escrita fosse feita a partir da análise das raças, da mescla de raças se descobriria a essência do Brasil. Francisco Adolfo de Varnhagen, um alemão que nasceu no Brasil, apoiado e a serviço do Império, traduziu, num manual de história do Brasil o espírito da proposta de Von Martius. Varnhagen propôs a análise das raças para que, a partir disso, fosse encontrado o sentido da história do Brasil, que era seguir da barbárie à civilização. O estado nativo, era o primitivo, o ser alcançado, a civilidade luso-européia, da qual a monarquia era um modelo. Segundo Reis (op. cit, p. 36) Varnhagen propunha nos seus capítulos sobre a história indígena, a superação desse passado porque

o presente-futuro do Brasil se assentaria em um outro passado, naquele que veio do exterior para pôr fim a essa barbárie e selvageria interiores. Com a chegada do cristianismo, do rei, da lei, da razão, da paz, da cultura, da civilização, com a chegada dos europeus a este território, o Brasil surgiu e integrou-se no seio da providência. (REIS, 2001, p. 37).

Foi exatamente nesse sentido que caminhou a história do Brasil. Já, por algum tempo, ocupei-me do estudo da história da história do Brasil. E, sobretudo no que diz respeito à história ensinada, os manuais constituíam-se de narrativas com fins informativos-morais. Desse modo, além do caráter quase religioso com que se tratavam certas temáticas, as biografias de homens ilustres completava esse quadro de preparação moral do brasileiro que devia servir ao Brasil. A história era como um espelho que refletia grandes personagens, que pelo exemplo honroso, deviam ser seguidos.

Foi dentro desse cenário de representação que se construiu o Brasil historicamente, ou a história do Brasil. Não estou jogando no lixo tudo o que se produziu então. Esse não é o meu papel. O que estou propondo é a problematização dessa história, inclusive dos meios de leitura dessa história, como é o caso do livro didático.

Em 1888, a pedido do imperador, D Pedro II, que perderia o cargo no ano seguinte, ficou pronto o quadro “independência ou morte” de Pedro Américo. Esse é um dos exemplos mais eloquentes de construção da história com propósitos outros que não a história em si.

Como sabemos, a monarquia estava em crise. Havia um movimento no Brasil, que não queria só a queda de D. Pedro II, queria a queda da própria monarquia e a instauração da República. Então, ao mesmo tempo em que os republicanos reproduziam imagens de um imperador caduco e, consequentemente de uma monarquia ultrapassada, D. Pedro buscava a construção de outra imagem, a de uma origem heroica da monarquia cujo heroísmo do seu pai, Pedro I, poderia justificar a continuação do seu governo, em crise, e permanência da monarquia, por consequência.

E fez-se uma verdade sobre a independência
MEISSONIER, Ernest (1875). Batalha de Friedland, 1807. O louvor a Napoleão Bonaparte 
Construiu-se uma obra de arte com vistas a identificar D. Pedro I, por solicitação de seu filho, Pedro II, com Napoleão Bonaparte, o mito que fez da França um império. Então, seria D. Pedro I um herói e a própria origem mitológica da monarquia brasileira, estaria alicerçada nesse fato fundador, a bravura do primeiro monarca.

O quadro sobre o "Grito do Ipiranga", na verdade, é uma réplica do quadro de Ernest Meissonier, pintado em 1875 para homenagear Napoleão Bonaparte. 
AMÉRICO, Pedro (1888). Em tempos de abolição da escravatura, das idéias liberais-republicanas, a busca de origens heróicas para o que não se sustenta mais por si.

Contudo, José Murilo de Carvalho, em os esplendores da imortalidade diz:

De início, dom Pedro não podia montar a besta gateada de que falam as testemunhas. O pedestre animal, apesar de ter arcado com o peso imperial, teve o desgosto de se ver substituído no quadro pela nobreza de um cavalo. Com maior razão, prossegue o pintor, o augusto moço não podia ser representado com os traços fisionômicos de quem sofria as incômodas cólicas de uma diarréia. Como se sabe, a diarréia fora o motivo da parada da comitiva às margens do Ipiranga (um irreverente poderia acusar dom Pedro de ter iniciado a poluição do desditoso riacho).

Poderia o professor de história negar o conteúdo tradicional sobre a independência do Brasil? Minha resposta é não. Por outro lado, não há sentido no estudo da história que não seja o de desenvolvimento, no aluno, do espírito crítico que deve levá-lo à construção de conhecimento. É o aluno, por minha mediação, que deve construir uma verdade sobre a independência, e a história como um todo.

E é exatamente por isso que iniciei esse texto criticando o livro didático. Ele entorpece alunos e professores. Os livros didáticos constituem um mal exatamente por contribuírem mais com alienação de alunos e professores do que com a reflexão crítica, fator mais importante no processo ensino-aprendizagem. No caso dos alunos, o livro aliena porque às vezes constitui embaraço à pesquisa; no caso dos professores, porque sobretudo os professores incompetentes, estes são quase a maioria, tornam-se escravos do livro didático. 

Em atenção a um questionamento da Brenda Paula Leal Nunes, do IFG, quero fazer a seguinte ponderação. A referida aluna questionou que eu estava dando ênfase para a Cabanagem, como movimento popular do período regencial porque eu gostava do Pará, visto que ela sequer tinha ouvido falar desse movimento. Me pareceu coerente o argumento. E até gostei porque esse argumento é sintomático, ou seja, ele revela uma verdade.

Vejamos, falei em sala de aula de três movimentos: Revolta dos Malês, que sequer chegou às vias de fato, já que houve uma delação do movimento que resultou em repressão dos líderes, punidos com a morte ou com o degredo.  A farroupilha que, lutando contra as taxações consideradas favoráveis à região do Prata, tentou criar uma república no Sul. Embora tenha havido luta, o governo resolveu a questão pela diplomacia, já que, diferente dos malês, esse era um movimento das elites sulistas, portanto, não precisava haver punições. 

A cabanagem difere destes movimentos por duas razões; pelo propósito e por sua característica fundamental. Os cabanos constituíam a ralé da sociedade paraense, por conseguinte, seu movimento foi exatamente contra a opressão que pesava sobre a massa excluída. Então, foi a primeira e única vez na história do Brasil em que pessoas do povo chegaram ao poder e o mantiveram por um período de tempo considerado. Não era, diferente dos outros movimentos, uma luta das elites que usavam o povo em função de seus intereses sócio-econômicos e políticos; era uma luta do povo, liderado pelo povo. Assim, a característica popular e o propósito popular da Revolução Cabana é que a difere das demais.

Agora a Brenda, ou qualquer outra pessoa, poderia me perguntar porque essa história é pouca conhecida? Simplesmente, porque a história do Brasil é uma história construída, como tento demonstrar aqui, para atender determinados fins e esses fins nunca foram outros senão a auto-afirmação das elites que mandaram e mandam nesse país.

Bibliografia:

CARVALHO, José Murilo de. Os esplendores da imortalidade. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fol/brasil500/dc_6_2.htm, (acesso em setembro de 2012).
REIS, José Carlos. Identidades do Brasil: de Varnhagen a FHC. 4ª Ed. São Paulo: FGV, 2001.
GUIMARÃES, Manoel Luiz Salgado. Nação e civilização nos trópicos: o IHGB e o projeto de uma história nacional. Estudos históricos. Rio de Janeiro: Vértice, 1988.

Indicação de pesquisa:

OLIVIERI, Antonio Carlos. Independência ou morte! A representação idealizada de um fato histórico. Disponível em http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1689u25.jhtm (acesso em setembro de 2012).
O grito do Ipiranga aconteceu como no quadro? HowStuffWorks Brasil. Disponível em http://pessoas.hsw.uol.com. br/ipiranga.htm (acesso em setembro de 2012).

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

VEREADORES PROTEGEM PREFEITO CORRUPTO


MIGUELITO, ALÉCIO DA PALMITEIRA, ANTÔNIO DA ÓTICA E RONALDO DA 33, ESSES SÃO OS INIMIGOS DO POVO MARABAENSE QUE ESSA SEMANA FRUSTRARAM AS EXPECTATIVAS DA POPULAÇÃO AO VOTAREM CONTRA A ABERTURA DE PROCESSO CONTRA O PREFEITO MAURINO MAGALHÃES, O MAU-MAU.

MAS, VERDADE SEJA DITA, ATÉ A VEREADORA VANDA, QUE SEMPRE UTILIZA OS ESPAÇOS DE REIVINDICAÇÃO DO POVO PARA SE TRAVESTIR DE ESQUERDA, FEZ DISCURSO APOLOGÉTICO AO MAU-MAU. QUE VERGONHA DONA VANDA!

O PIOR É QUE TODA ESSA GALERA PLEITEIA, NA CERTEZA DO MUITO DINHEIRO QUE TÊM, UMA CADEIRA NA CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ, EXATAMENTE PARA FAZER O QUE FIZERAM AGORA, OU SEJA, DEFENDEREM APENAS O PRÓPRIO BOLSO. 

TENHO DITO, É SEMPRE PRECISO CORAGEM PARA ENFRENTAR ESSA LAIA!