quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ENFIM O DIVÓRCIO: SINTEPP MARABÁ E GOVERNO MUNICIPAL EM ROTA DE COLISÃO

Ocupação da CMM por profissionais da educação
Se não for possível dizer que o apoio do SINTEPP à candidatura vitoriosa de João Salame foi imprescindível, não se poderá negar que a eleição do professor Pedro Souza, hoje líder do governo na Câmara, não teria ocorrido sem esse apoio. E tudo começou muito bonito para a cidade, em especial para os professores. O fim de uma gestão atrapalhada e achincalhada e o início de outra, com a promessa de fomentação da participação efetiva no governo, bem como de promoção da gestão democrática nas escolas parecia um marco. Patrão e trabalhador estavam na mesma mesa. Mas, agora, deduz-se que alguém deixou a mesa antes do banquete.

O SINTEPP ocupou a câmara municipal nesse início de semana para protestar contra o governo. Antes disso o sindicato já declarava, em seu blog, que o grande desafio à frente era a luta pela manutenção de direitos conquistados na gestão anterior, do famigerado Maurino Magalhães, o mau-mau.

João Salame e o velho problema municipal, folha extensa.
A direção sindical denuncia que o governo escolheu o encerramento de ano, momento em que as escolas estão entrando em recesso e por isso a mobilização é mais difícil, o famigerado PL 490, DE 29/10/13, no qual o prefeito pretende a redução dos adicionais dos níveis de especialista, de 25% para 15%, mestre de 100% para 30% e doutor de 150% para 60%, respectivamente. Além disso, a reboque, viram as reduções para as gratificações de diretor e vice-diretor de escola que passarão a ser de 35% para escolas de grande porte, 30% para as de médio porte, sendo 25% para as de pequeno porte e 20% para as de micro porte. Justamente agora que se faz o processo eleitoral para escolha de diretor e vice em toda a Rede Municipal.

O fato é que em todo o país o problema é o mesmo, inchaço da folha de pagamento para além das possibilidades dos cofres da municipalidade. As secretarias de educação, em todo esse vasto Brasil, são depósitos de incompetência, ou seja, mandam para lá os apadrinhados políticos, que precisam do favor público porque não sabem “trabalhar” de outro modo.

Acho que é esse o maior desafio que os prefeitos têm. Quanto ao SINTEPP e a prefeitura, ajudei a eleger o Salame e o líder do governo na Câmara, professor Pedro Souza, o SINTEPP cumpre seu dever exatamente por que, independente de quem tenham ajudado a eleger-se, Sindicato não pode ser outra coisa senão oposição. 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A GUERRA DO PARAGUAI: BREVE HISTÓRICO E CONSIDERAÇÕES




Apesar de a grande maioria das pessoas já perceber que a Guerra do Paraguai não foi uma disputa de mocinhos e bandidos, pouca coisa foi escrita sobre esse importante acontecimento, que normalmente é estudado de forma superficial. Para compreendermos esse conflito, é necessário entender o conjunto de interesses envolvidos, superando o maniqueísmo que envolve a relação de Brasil e Paraguai e aprofundar o entendimento sobre o papel do imperialismo inglês.

O PARAGUAI tornou-se independente em 1811, no quadro de crise do Antigo Sistema Colonial espanhol, quando da dominação napoleônica na Península Ibérica. Assim como em outras regiões da América, a elite criolla liderou o movimento, porém permaneceu vinculada à antiga ordem, mantendo seus tradicionais privilégios. A necessidade de desvincular-se das pretensões de Buenos Aires contribuiu para o inicio da formação do Estado Nacional, que tornou-se mais efetiva a partir de 1814, com a ascensão de José Rodrigues de Francia.

Iniciava um governo centralizado, ditatorial. O poder concentrou-se nas mãos de El Supremo, ditador perpétuo do país. Francia iniciou uma transformação radical no país, uma vez que sua ditadura passou a apoiar-se nas camadas populares, com a eliminação da escravidão, a redução drástica do poder da Igreja Católica e com a criação das “Estâncias da Pátria”, fazendas estatais, onde o trabalho era comunitário, sendo que a metade da produção ficava com o Estado; deu início ainda a organização do ensino, que em poucos anos acabaria com o analfabetismo.

Apesar da precariedade da economia do novo país, há um processo de crescimento e lentamente Francia busca a modernização: a produção agrícola aumenta e forma-se uma base de sustentação interna fora do modelo britânico, já dominante na maioria da América.

Ao mesmo tempo formou-se uma grande oposição a seu governo fora do Paraguai: a antiga elite desterrada e as camadas dirigentes das nações vizinhas, particularmente a Argentina e o Brasil. O Paraguai tem, desde o início, grande dificuldade de exportar sua produção - os principais produtos eram o fumo e o erva mate - uma vez que depende do Rio da Prata, dominado pelos mercadores de Buenos Aires.

Em 1840 com a morte de Francia, assume o poder Carlos Antonio Lopez, apoiado em um discurso de “modernização” e “progresso”, Lopez manteve a centralização política e aprofundou o isolamento do país frente ao capital internacional. Ferrovias e pequenas industrias foram criadas com a contratação de especialistas estrangeiros e a educação continuou a ser estimulada pelo governo. “Tudo o que o Paraguai consome, ele mesmo produz”. Porém essa autonomia é precária, apesar do desenvolvimento interno do país, a pobreza ainda é muito grande (menor do que no período colonial) porém todos tinham trabalho e a alimentação básica. O enfraquecimento da Igreja em oposição ao fortalecimento do Estado; a organização de uma estrutura militar e a elevação do nível de vida, garantiam o apoio popular à ditadura. É importante lembrar ainda que a criminalidade havia praticamente desaparecido.

Nessa sociedade, 80% da população era “Índia”, que passava a desfrutar dos mesmos direitos civis que possuía a população branca. Em 1862 Francisco Solano Lopez assume o lugar do pai e preserva a política ditatorial. Solano pretendia construir o “Grande Paraguai”, porém a situação interna e externa se modificavam rapidamente e levariam o país à guerra.

O BRASIL, única monarquia na América e região que preservou a unidade territorial após a independência, vivenciou duas décadas de intensas lutas regionais ao mesmo tempo em que preservou as estruturas coloniais. O Primeiro Reinado e o Período Regencial foram marcados por grave crise, que começou a ser superada com o governo de D Pedro II, com o aumento das exportações e com a consolidação do Estado Nacional.

Apesar de adotar um modelo político monárquico centralizado, o Brasil era governado pelas elites agrário exportadoras, influenciada por uma pequena elite urbana vinculada a importação e exportação e associada ao capital inglês. A maior estabilidade política verificada após 1850, deveu-se ao maior equilíbrio entre as elites regionais, que por sua vez foi possível com o aumento das exportações, principalmente de café. No entanto, se as exportações aumentavam, o mesmo acontecia com as importações, determinando um crescente déficit nas finanças do Estado. A crise econômica aprofundava-se, em grande parte devido à submissão do país ao capitalismo inglês. A Maior parte da produção agrícola era exportada para a Inglaterra, assim como a maior parte de nossas importações provinha desse país. Os investimentos em infra estrutura eram feitos por banqueiros ingleses, que ao mesmo tempo controlavam bancos e as casas de importação e exportação e emprestavam dinheiro diretamente ao Estado. Mesmo durante a ruptura de relações diplomáticas entre os dois países, as relações comerciais foram mantidas.

A ARGENTINA foi um dos primeiros países a proclamar sua independência, em 1810, com a formação do cabildo de Buenos Aires; no entanto, desde esse período, as lutas internas foram intensas devido aos vários interesses regionais, destacando-se principalmente a disputa entre unitaristas e federalistas, possibilitando o desenvolvimento do caudilhismo. Mesmo a existência de uma Constituição e de governos centralizadores, como a ditadura de Rosas, não conseguiram, na [prática, forjar a unidade nacional, pois os interesses regionais chocavam-se entre si e principalmente com os interesses de Buenos Aires.

Essas divisões internas acabaram por facilitar a dominação econômica da inglesa. A Argentina possuía uma economia exportadora, tanto de produtos derivados da pecuária, como de gêneros agrícolas, e a elite da capital, ligada ao comércio, aumentou seus vínculos com o capital britânico. A visão em relação ao Paraguai era um dos poucos motivos que poderia unir os distintos interesses argentinos: Nos anos posteriores a independência, a Argentina pretendera a anexação do Paraguai, uma vez que faziam parte do mesmo território colonial - o Vice-Reino do Prata. Um raciocínio semelhante pode ser usado em relação ao Uruguai, pretendido pelos argentinos, que assim dominariam a Bacia do Prata.

O URUGUAI é normalmente tratado como um país que desenvolveu-se a partir de interesses externos. Sua localização geográfica tornava-o peça fundamental para todos que possuíam interesses no comércio platino. Depois de anos sob domínio do Brasil, o Uruguai conquistou sua independência definitiva em 1828, com o apoio da Inglaterra, com o discurso de “preservar a liberdade de navegação na bacia do Prata” procurou não só a libertação frente ao domínio brasileiro, como preservá-lo face aos interesses argentinos. Desta forma o Uruguai passou a ser visto como um “Estado tampão”, separando Brasil e Argentina e garantindo a livre navegação. Apesar da independência, o território uruguaio continuou a ser cobiçado pelas “potências sul americanas”: foi comum a invasão e ocupação de terras por pecuaristas gaúchos. Grande parte das atividades internas, rurais ou urbanas, desenvolveram-se a partir de empreendimentos do Barão de Mauá, se bem que, muito mais representando os interesses ingleses do que brasileiros.

A INGLATERRA é vista tradicionalmente como a grande responsável pela guerra entre o Brasil e o Paraguai. Uma das dificuldades da História é definir o peso que cabe a cada um dos interesses envolvidos, uma vez que a Inglaterra é a grande potência imperialista da época.

O século XIX foi caracterizado pela Segunda Revolução Industrial, pela expansão imperialista sobre a África e Ásia e pela “divisão internacional do trabalho”, fruto do imperialismo de poucas nações. A Inglaterra continuou a ser a maior potência industrial, porém passou a ter concorrentes em relação ao desenvolvimento tecnológico, necessitando garantir cada vez mais o controle sobre suas colônias e áreas de influência.

Na América, os países recém independentes tinham um papel fundamental dentro dessa nova ordem capitalista, e nesse sentido, a economia paraguaia destacava-se, fugindo da órbita do imperialismo inglês. Para a Inglaterra, a preservação de suas áreas de influência era vital para a preservação de sua posição hegemônica, e para isso, os mecanismos usados foram variados, porém sempre com caráter imperialista (Guerra do Ópio, Guerra dos Cipaios...) quando a diplomacia e o poder econômico não funcionavam, a intervenção militar direta ou indireta era o caminho usado, justificada tanto pelos interesses econômicos como pelo discurso racista, de superioridade em relação a outros povos, como por exemplo os “índios” paraguaios.

Uma Guerra Impopular - com escravos negros brasileiros, "voluntários da pátria" indo a ferros para o front. Corrupção deslavada ao início da Guerra do Brasil contra o Paraguai (levando Uruguai e Argentina pela mão contra seu irmão de língua espanhola).

José Júlio Chiavenatto faz um balanço final de quem ganhou e quem perdeu com o massacre genocida perpetrado pelo Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai. A maior beneficiária - de longe - foi a Inglaterra.

O Paraguai perdeu mais de 90% de sua população masculina com muitas mulheres e crianças escravizadas no Brasil, no Uruguai e na Argentina. Os países "vencedores" estavam tão endividados para com a Inglaterra que muito do que chamamos de "dívida externa", recentemente "internalizada" no Brasil e na Argentina por ordem do FMI, começa com aquela guerra impopular da chamada "Tríplice Aliança" contra a única Nação industrializada da América Latina.

A guerra começou em 1865 e poderia ter acabado em janeiro de 1869, com a ocupação da capital paraguaia. Essa era, pelo menos, a tese defendida por Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias (1803-1880). Caxias acreditava que a caçada a Solano López era inútil porque, àquela altura, o ditador já não tinha condições de reagir. A única alternativa, portanto, era resolver as divergências na mesa de negociações. Essa posição sensata não prevaleceu por culpa do imperador Pedro II e seu genro, o jovem e inexperiente conde d’Eu (1842-1922), marido da princesa Isabel (1846-1921). Desgastados pela oposição política que a guerra haveria gerado dentro do próprio Brasil, os dois insistiram em capturar López vivo ou morto.

A caçada revelou-se muito mais difícil do que as autoridades imaginavam. O ditador paraguaio foi morto pelas tropas brasileiras em março de 1870, mais de um ano após a ocupação de Assunção, mas o preço pago foi muito além do que o estilo culto e civilizado do imperador recomendava - e, de certa forma, manchou irremediavelmente sua biografia. O perfil humano que o talentoso Doratioto traça do general Osório reforça essa tese. Aos 61 anos, doente e cansado, o gaúcho também acreditava que a guerra estava resolvida depois da tomada de Assunção. Tanto assim que decidiu se retirar para sua cidade, Pelotas, no interior do Rio Grande do Sul, onde pretendia descansar e recuperar a saúde.

A teimosia de Pedro II e do conde d’Eu, no entanto, obrigaram Osório a retornar ao campo de batalha com a perna imobilizada pela doença e o maxilar estilhaçado por um tiro de fuzil. E foi assim, contra sua vontade, que um dos heróis do Exército brasileiro se viu compelido a travar uma batalha insana contra velhos, mulheres e crianças, massacrados depois de enfrentar as tropas aliadas com pedras, tijolos, pedaços de madeira e cacos de vidro na localidade de Peribebuí.

Os prisioneiros sobreviventes foram degolados a mando de um enfurecido conde d’Eu. O general prussiano Carl von Clausewitz (1780-1831), autor de um clássico de estratégia militar, dizia que "a guerra é a continuação da política por outros meios". Ou seja, só se deve recorrer às armas depois de esgotadas todas as demais alternativas. Infelizmente, essa lição tão simples e tão óbvia não foi seguida em 1869. O resultado, além da carnificina desnecessária, é o ressentimento que até hoje se acumula ao longo da fronteira dos países envolvidos.


Fonte: Guerra do Paraguai - genocídio americano. In: http://www.culturabrasil.org/guerradoparaguai.htm.

sábado, 23 de novembro de 2013

O PISO NACIONAL DOS PROFESSORES PARA 2014: O QUE VOCÊ PRECISA SABER



O PISO PIRATA DO MEC PARA O PROFESSOR EM 2014: Como o atual piso pirata pago em 2013 é de R$ 1.567,00, reajusta-se em 19%, chegando-se ao piso pirata no ano de 2014 de R$ 1.864,73. (19%, que corresponde ao reajuste do valor aluno para 2013, através da portaria nº 04/2013, calculado sobre o valor aluno fixado para 2012 pela portaria nº 1495/2012). MAS ATÉ FINAL DE DEZEMBRO DE 2013, DEVERÁ HAVER NOVO REAJUSTE PARA O VALOR ALUNO DE 2013. Pois o valor aluno é uma verdadeira bagunça. BASTA DIZER QUE DESDE 2008 JÁ FORAM EXPEDIDAS ATÉ 17/11/2013 o total de 20 portarias fixando o valor aluno. Uma média de 04 portarias por ano.  COM CERTEZA, ATÉ FINAL DE DEZEMBRO DE 2013, O VALOR ALUNO DE 2013 SOFRERÁ ALTERAÇÕES. POR ISSO ESSE CÁLCULO LEVA EM CONTA A ÚLTIMA PORTARIA QUE FIXOU VALOR ALUNO PARA O ANO DE 2013.



O PISO DO PROFESSOR PARA 2014 SE O REAJUSTE FOR PELO INPC: De janeiro a outubro de 2013, o INPC acumulado está em torno de 4,24%. A previsão é que até dezembro, o INPC acumulado de janeiro a dezembro de 2013 chegue em torno de 5,5%. LOGO, SE O PROJETO DE LEI Nº 3776/2008, que muda o artigo 5º da Lei do Piso, que está na Câmara dos Deputados, prevendo que o reajuste anual do piso deve ser pelo INPC a partir de 2014, tem-se que o atual piso pirata de R$ 1.567,00 x 1.055%, PROJEÇÃO DO TOTAL DO INPC PARA 2013, O PISO NO ANO DE 2014 REAJUSTADO PELO INPC SERÁ DE R$ 1.653,00.





QUANTO AO PISO LEGAL PARA O ANO DE 2014 QUAL VALOR DEVE SER COM OS CRITÉRIOS DA LEI DO PISO: De acordo com o artigo 5º da Lei do Piso só será possível calcular O PISO LEGAL DO ANO DE 2014 quando sair o valor aluno para o ano de 2014. O que deverá ser publicado apenas no final de dezembro de 2013. MAS O PISO LEGAL PARA O ANO DE 2013 DEVERIA SER DE CERCA DE R$ 1.800,00. UTILIZANDO OS CRITÉRIOS DO ARTIGO 5ºDA LEI DO PISO, que nunca foi respeitado. O QUE DEIXA CLARO O ENORME PREJUÍZO QUE O PROFESSOR VEM SOFRENDO QUANDO SE SABE QUE O PISO PIRATA PARA 2013, QUE VEM SENDO PAGO, É DE R$ 1.567,00. O PREJUÍZO MENSAL EM 2013 DE R$ 233,00. O PREJUÍZO JÁ É GRANDE E DESDE 2009. IMAGINE SE O REAJUSTE VIR A SER PELO INPC???





DESDE A CRIAÇÃO DO PISO QUAL FOI O REAJUSTE DO VALOR ALUNO E QUAL O TOTAL DO REAJUSTE DO VALOR DO PISO: Quando o piso foi criado em julho de 2008 foi no valor de R$ 950,00, valor contido na própria lei. Na época o valor aluno consolidado foi de R$ 1.172,85. Atualmente, em novembro de 2013, o valor aluno é de R$ 2.221,73. LOGO O VALOR ALUNO FOI REAJUSTADO EM 89,43%, ENQUANTO O VALOR DO PISO, EM VIRTUDE DOS EQUIVOCADOS CRITÉRIOS DO MEC, foi reajustado em apenas 64,9%.  Quando se fala em reajuste do valor aluno, entenda-se também aumentos dos repasses dos recursos do FUNDEB no mesmo percentual para Estados e Municípios. PORTANTO, DESDE SUA ORIGEM, a lei do piso jamais foi cumprida. Antes de ser implementada totalmente, já será aniquilada. E olha que não se está falando nem em carreira, nem no direito a 1/3 extraclasse



CURIOSIDADE: A previsão é que o salário mínimo no ano de 2014 terá um reajuste de cerca de 8%. O que leva à conclusão, que em pouco tempo, como o salário mínimo sempre tem reajuste com ganho real, pois além do INPC é aumentado conforme o aumento do PIB do Brasil, em breve, o menor salário para o menos qualificados dos cargos de qualquer Município, cargo sem complexidade, que não exige formação específica, nem outros requisitos especiais, deverá ser igual ao salário do professor, para nível médio, com jornada semanal de 20 horas. ISSO SE O REAJUSTE DO PISO DO PROFESSOR PASSAR A SER PELO INPC. SE OS DEPUTADOS APROVAREM O PL 3776/2008. 



PARA SE TER IDEIA – SÓ UMA COMPARAÇÃO: Nos municípios mais pobres do Brasil, um gari, que pode até ser analfabeto, que ganha o salário mínimo mais 40% de insalubridade, CASO O REAJUSTE ANUAL DO PISO DO PROFESSOR PASSAR A SER PELO INPC, ganhará mais que um professor com nível médio, com jornada semanal de 20 horas, pois recebera R$ 678,00 x (reajustado em 8% em 2014) de 1,08 + 40% de insalubridade:  R$ 1.025,13. Quando o piso do professor, com formação em nível médio, jornada semanal de 20 horas, será de R$ 826,50, em 2014, se o piso for reajustado pelo INPC. Melhor largar o giz e pegar uma vassoura para varrer a rua!



PERDA EM REAIS SE O REAJUSTE DO PISO DO PROFESSOR EM 2014 FOR PELO INPC: O VALOR CO PISO PARA 2014, CONFORME OS ATUAIS CRITÉRIOS DO MEC COM BASE NA LEI DO PISO SERÁ  R$ 1.864,73 E PELO INPC SÓ CHEGARIA A R$ 1.653,00, tem-se que o prejuízo causado seria a cada mês de R$ 211,73, a cada mês de 2014. Em 13 meses (pois há 13º em 2014) o prejuízo poderá ser de R$ 2.752,00 (LEMBRANDO QUE O VALOR ALUNO PARA O ANO DE 2013 PODERÁ SER ALTERADO PARA MAIS E O PREJUÍZO SER MAIOR AINDA) O PL 3776/2008 não pode ser aprovado. O ARTIGO 5º DA LEI DO PISO TEM QUE SER MANTIDO, sob pena da morte final do piso e da valorização do magistério da educação básica.



SE O REAJUSTE DO PISO DO PROFESSOR FOSSE PELO INPC DESDE JANEIRO DE 2009 – SERIA UM PÉSSIMO NEGÓCIO PARA OS PROFESSORES COMO SERÁ DORAVANTE CASO APROVEM O PL 3776/2008 E O REAJUSTE DO PISO A PARTIR DE 2014 PASSE A SER PELO INPC: Em vez de receber o piso pirata de R$ 1.567,00 em 2013, o piso para 2013 seria de R$ 1.186,00 e levando em conta a projeção do INPC para os 12 meses do ano de 2013, em 2014, o piso do professor chegaria no máximo a R$ 1.236,00. ATÉ PORQUE O INPC SE TRATA APENAS DA REPOSIÇÃO DA INFLAÇÃO.  LOGO REAJUSTE PELO INPC SERIA RUIM NO PASSADO, É PÉSSIMA IDEIA NO PRESENTE E UMA DESGRAÇA NO FUTURO:  REAJUSTE PELO INPC - JAMAIS!



CONCLUSÃO FINAL: O piso como base inicial da carreira, para nível médio, com jornada semanal de 40 horas, jamais foi implementado conforme a Lei do Piso. Lei Federal nº 11738/2008. Apesar do piso legal previsto ser de R$ 950,00, que deveria ser válido desde agosto de 2008, o STF decidiu que só deveria valer a partir de janeiro de 2009. Mas prefeitos e governadores só vieram implementar no final do ano 2009. MUITOS INCORPORANDO VANTAGENS COMO REGÊNCIA DE CLASSE, ANUÊNIO, GRATIFICAÇÕES... aumentando o piso sem aumentar a remuneração, sem qualquer despesa a mais. ASSIM APROPRIANDO-SE DE TODO O AUMENTO DAS VERBAS O DO FUNDEB DO ANO DE 2008 E DO ANO DE 2009.



SEGUNDO PREJUÍZO: A partir de 2010 foi criado o piso pirata do MEC, que ignorou o aumento do valor aluno do ano de 2009 e sempre ignora a portaria do ano em curso. POR EXEMPLO, o reajuste do ano de 2013 foi com base na diferença das portarias de 2012 e 2011. USA COMO REAJUSTE O VALOR ALUNO DE ANOS ANTERIORES, embora as verbas do FUNDEB, que são repassadas, foram reajustadas com base no reajuste do valor aluno do ano em curso. POR ISSO O PISO DO MEC É ILEGAL E POR ISSO É UM PISO PIRATA!



TERCEIRO PREJUÍZO: na ADI 4167, apesar do piso ser julgado constitucional, o STF decidiu que piso só seria válido, como piso mínimo da categoria, a partir de abril de 2011. MAIS UMA VEZ OS VIOLADORES DA LEI FORAM PREMIADOS E OS PROFESSORES FORAM PUNIDOS. Ganham mas não levam! A legalidade perda de goleada para o poder da politicagem e da violação ao estado democrático de direito.



DA ADI 4848 E DO PL 3776/2008: Se a ADI 4848, ajuizada por 06 governadores, for julgada procedente pelo STF, o valor do piso passará a ser reajustado pelo INPC. Se a lei do piso escapar da ADI 4848 poderá ser vitimada pelo Projeto de Lei do Poder Executivo nº 3776/2008, que só a Presidente Dilma pode tirar de votação. TAL PROJETO MUDA O CRITÉRIO DE REAJUSTE ANUAL DO PISO, que passará, se aprovado, a ser pelo INPC. Portanto, todos os poderes da República (Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário) contra a lei do piso, contra os professores, contra a qualidade da educação do Brasil. POBRES PROFESSORES!



A DESGRAÇA PAIRA NO AR – FELIZ 2014??? TRISTE UM PAÍS EM QUE AS VERBAS DA EDUCAÇÃO VIA FUNDEB SÃO TRAGADAS, DEVORADAS, POR GOVERNADORES E PREFEITOS SEM O MENOR RESPEITO PELOS PROFESSORES, SEM O MENOR COMPROMISSO COM A POLÍTICA EDUCACIONAL. O PROFESSOR EM TAL REALIDADE É TRATADO COMO INIMIGO PELOS GOVERNANTES, COMO MERA DESPESA... E OS GOVERNANTES AGEM COMO LEÕES FAMINTOS... COMO HIENAS... QUE DEVORARÃO MAIS QUE A CARNE DA PRESA... DEVORARÃO OS OSSOS... DEPOIS DEVORARÃO OS INTESTINOS... E NÃO CONTENTES LAMBERÃO AS GOTAS DE SANGUE CAÍREM NA TERRA... POBRES ALUNOS DA ESCOLA PÚBLICA... POBRES PROFESSORES DO BRASIL. SE O PL 3776/2008 FOR APROVADO É MELHOR MUDAR DE PROFISSÃO... OU SERÃO ZUMBIS DESVALORIZADOS EM SALA DE AULAS – SEM ALMA – SEM DIGNIDADE! HÁ COMO DESEJAR AOS PROFESSORES DO BRASIL UM FELIZ 2014??? HEIN????? ... ?????

Fonte: Blog do Valdecy Alves

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

CABO HÉLIO: UM POLICIAL CIDADÃO NA PM DO PARÁ

Conheci o Cabo Hélio no final da década de 1990 quando, seminarista da Diocese de Conceição do Araguaia, estudava filosofia no IPAR, em Belém. Foi através do Milenildo, um seminarista da região do Tapajós, cujo pai falecido havia sido PM, que ouvi falar do Cabo Hélio. Naquele momento, no entanto, a sociedade paraense também conhecia esse policial que, pondo seu emprego em risco, fez greve de fome para defender a sua classe. Foi expulso da corporação exatamente por ser cidadão.  

Dez anos depois conseguiu ser reintegrado, e continuou militando em favor de melhores condições de vida para os policiais militares do Pará.

No dia 07/11, já com a patente de sargento, Antônio Hélio Pereira Borges, o conhecido Cabo Hélio, ao tentar impedir a fuga de bandidos que haviam cometido um assalto no centro de Belém, foi baleado no pescoço. A sua esposa, também alvejada pelos criminosos morreu no local. O sargento, levado ao hospital em estado grave, teve óbito declarado no último dois dias depois, em 09/11.


Eu, depois de tantos anos que deixei Belém, e já morando há algum tempo em Uruaçu-GO, fiquei triste em saber dessa tragédia pelo noticiário. A polícia militar costuma ser muito criticada, inclusive por mim. No entanto, o cabo Hélio era um desses caras que inspiram o bem e que, acima de tudo, era um cidadão. Tenho amigos que são bons policiais, talvez por isso sei que existem esses caras que dão exemplo, e às vezes, dão a vida.